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Playbook 2011 – Semana 13

Posted in Playbook - 2011 by JP
Dec 09 2011
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Esse ano a série Playbook trará semanalmente, a análise de uma jogada enviada por vocês.

A de hoje foi pedida pelo Gabriel Belaunde de Orlando/FL

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Reggie Bush x Raiders

Os Dolphins entraram com 2 Tight Ends, e somente 1 Wide Receiver, alinhado do lado esquerdo.

Os Raiders usaram sua defesa base 4 x 3, porém com um 3º Safety no lugar do Cornerback da direita.

A jogada usada pelos Dolphins chama-se COUNTER TOSS, pois começa com o Quarterback Matt Moore (nr.8) lançando a bola para trás (TOSS) até Reggie  Bush (RB – nr.22), que inicia sua corrida para a esquerda mas muda de direção, avançando pela direita do alinhamento inicial (COUNTER).

O esquema se completa com 2 jogadores da linha ofensiva saindo de suas posições originais para bloquearem em “campo aberto” (PULL).

Essa é uma jogada de difícil sincronia, porque o princípio do TOSS é acelerar o desenvolvimento da corrida, mas como o Running Back tem que esperar os bloqueadores se reposicionarem, ele deve fingir bem o início dela.

A movimentação inicial de Bush para a esquerda paralisou o Linebacker do WEAKSIDE Aaron Curry (nr.51) e confundiu o Linebacker central Rolando McClain (nr.55), que quando conseguiu consertar sua trajetória já era tarde para ter qualquer impacto no lance.

Vamos aos bloqueios:

  • Jake Long (OT – nr.77) cuidou de Tyvon Branch (S – nr.33) que veio em BLITZ com a ajuda de Devone Bess (WR – nr.15)
  • Charles Clay (FB – nr.31) atrapalhou Desmond Bryant (DE – nr.90)
  • Richie Incognito (G – nr.68) dominou Richard Seymour (DT – nr.92)
  • Mike Pouncey (C – nr.51) e Marc Colombo (OT – nr.71) juntos afastaram Tommy Kelly (DT – nr.93) do lance
  • Jeron Mastrud (TE – nr.88) levou para longe Lamarr Houston (DE – nr.99)
  • Anthony Fasano (TE – nr.80) bloqueou Kamerion Wimbley (OLB – nr.94)
  • John Jerry (G – nr.74) fez um PULL para evitar a chegada de Mike Mitchell (S – nr.34) 

Reggie Bush usou de sua velocidade e elusividade para ganhar 29 jardas, e só foi contido pelo esforço duplo de Matt Giordano (S – nr.27) e Lito Sheppard (CB – nr.21), que percorreram um longo caminho na busca a Bush.

A corrida tipo COUNTER funciona melhor contra defesas tipo homem-a-homem do que por zona, e servem para regular a agressividade delas, os defensores passam a se preocupar em contê-la, e levam alguns instantes a mais antes de partir para os GAPs.

A chave para o sucesso nesse lance específico dos Dolphins foi a confusão de McClain, o único desbloqueado próximo a onde o lance se desenrolou.

Acho que seu posicionamento inicial foi muito próximo ao de Aaron Curry, e ele podia já ter começado um pouco mais à direita o que talvez inibisse a ida de Bush por ali.

Giordano estava mais à esquerda para ajudar na marcação do único WR (Devone Bess) caso ele usasse uma rota pelo meio como a POST. Mesmo assim ainda chegou a tempo de evitar o TD.

Talvez isso não tivesse acontecido se Bess tivesse realmente usado a rota, o que prenderia Giordano e Sheppard.

Clique na imagem abaixo para o video da jogada:

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10 JARDAS BOWL

Continuamos a votação do jogadores de defesa.

Como disse antes, o time jogaria na formação 4 x 3. Para isso selecionei os jogadores não pelas suas posições oficiais, mas como eles se adaptariam no sistema.

Hoje é a vez dos Defensive Ends, votando em 2 deles por conferência.

Quais os Defensive Ends da AFC em 2011 (2 escolhas) ?

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Quais os Defensive Ends da NFC em 2011 (2 escolhas) ?

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Playbook 2011 – Semana 12

Posted in Playbook - 2011 by JP
Dec 02 2011
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Esse ano a série Playbook trará semanalmente, a análise de uma jogada enviada por vocês.

A de hoje foi pedida pelo Fabio Boeing de Joinville/SC

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Aaron Rodgers x Lions

Os Packers entraram com 3 Wide Receivers.

Os Lions usaram sua defesa base 4 x 3.

Já tínhamos visto um exemplo de PLAY ACTION numa situação de GOALLINE, mas hoje vamos observar como ele pode ser usado no campo aberto.

Os Lions optaram pela marcação em zona COVER-4 para defender o SPREAD dos Packers, e poderia ter funcionado caso o PLAY ACTION não tivesse os enganado.

Essa ação atraiu os 3 Linebackers e o Safety Chris Harris (nr.43), que moveram-se à frente para tentar fechar os GAPs de corrida,  abandonando os de seus posicionamentos designados.

Aaron Rodgers (QB  – nr.12) fingiu entregar a bola para Ryan Grant (RB – nr.25) e depois a passou para James Jones (WR – nr.89), que usou um DOUBLE MOVE para ganhar espaço em relação a Brandon McDonald (CB – nr.33), primeiro o induzindo para fora e depois correndo uma rota POST.

Depois de receber a bola, Jones teve o caminho livre até a ENDZONE, avançando pelo meio do campo, por onde deveria estar Harris.

O outro Safety Amari Spievey (nr.42) estava longe da ação, ao assumir a marcação de Greg Jennings (WR – nr.85) que usou uma rota IN, entrando na zona de responsabilidade de Spievey.

A proteção foi bem feita, com Andrew Quarless (TE – nr.81) cuidando do perigoso Cliff Avril (DE – nr.92), enquanto os 5 jogadores da linha ofensiva e Ryan Grant cuidaram dos outros 3 jogadores da linha defensiva de Detroit, e estavam atentos para a chegada de algum Linebacker ou Harris.

Para tentar diminuir a eficiência do ataque de Green Bay, os coordenadores defensivos têm que misturar as coberturas, tentando confundir Rodgers, e entre elas podem usar a COVER-4 esporadicamente.

Só que nesse tipo de cobertura os Safeties precisam de muita disciplina. Devem aguardar qual oponente entra em sua área, e precisam confiar que os Linebackers dêem “conta do recado” contra uma possível jogada de corrida.

Sua primeira responsabilidade é evitar os passes longos, e Harris abriu espaço para Rodgers encontrar Jones praticamente livre.

Clique na imagem abaixo para o vídeo do lance:

10 JARDAS BOWL

Vamos iniciar a votação do jogadores de defesa.

Como disse antes, o time jogaria na formação 4 x 3. Para isso selecionei os jogadores não pelas suas posições oficiais, mas como eles se adaptariam no
sistema.

Começaremos pelos Defensive Tackles, votando em 2 deles por conferência.

Qual o Defensive Tackle da AFC em 2011 (2 escolhas) ?

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Qual o Defensive Tackle da NFC em 2011 (2 escolhas) ?

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Playbook 2011 – Semana 11

Posted in Playbook - 2011 by JP
Nov 25 2011
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Esse ano a série Playbook trará semanalmente, a análise de uma jogada enviada por vocês.

A de hoje foi pedida pelo Fabio Boeing de Joinville/SC

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Tim Tebow x Jets

Os Broncos entraram com 3 Wide Receivers.

Os Jets com sua formação NICKEL, colocando os 2 Safeties juntos à linha defensiva.

Os Jets colocaram 8 defensores próximos à linha de Scrimmage, os 3 Cornerbacks marcando homem-a-homem os Wide Receivers, sem nenhum Safety na sobra (COVER-0).

Existiam 2 possibilidades: uma BLITZ total (ALL OUT) ou um anúncio de BLITZ para depois certos jogadores cairem na cobertura (DISGUISE).

A idéia era confundir Tim Tebow (QB – nr.15) induzindo-o a executar um passe e cometer um erro, ou sofrer com a pressão gerada na BLITZ.

No entanto, os Broncos nunca tiveram a intenção de passar a bola nessa situação, pois se tivessem, eles ajustariam a rota de pelo menos 1 dos WRs, para uma SLANT. Um passe rápido pelo meio o deixaria com o caminho livre até a ENDZONE.

Tebow então se aproveitou de um vacilo do Safety Eric Smith (nr.33), e contornou-o para correr num QB DRAW até o TOUCHDOWN.

Smith ainda tentou em vão um tackle, e os demais defensores dos Jets nem chegaram perto de ameaçar Tebow.

O plano dos Jets não foi ruim, tinha grande chance de funcionar, porém a capacidade atlética de Tebow e o erro de Smith falaram mais alto.

Lembrem-se que BLITZES podem ser usadas tanto contra o jogo aéreo como contra o jogo de corridas, já que o princípio básico é penetrar os GAPs.

A primeira obrigação dos 2 Safeties nesse lance era conter as extremidades da área de combate (TRENCH), forçando Tebow a tentar sua sorte pelo meio, onde o espaço é mais congestionado.

O problema foi o ângulo que Eric Smith tomou, afunilando junto à linha ofensiva. Isso deu a oportunidade que Tebow precisava para escapar.

Por outro lado, salta aos olhos também a total falta de vontade de Antonio Cromartie (CB – nr.31) em se desvencilhar do bloqueio de Eric Decker (WR – nr.87). Frequentemente acusado de omisso no combate ao jogo de corridas, Cromartie ficou passivo no lance, dando mais munição para seus críticos.

Vamos agora olhar o esquema de proteção usado para conter a BLITZ.

Eram 8 defensores contra 7 bloquedores no ALL OUT.

Da esquerda para a direita:

  • O Running Back Lance Ball (nr.35) ficou responsável pela pressão externa, bloqueando Jim Leonhard (S – nr.36) pelo GAP 5 (externo do Right Tackle).
  • Orlando Franklin (RT – nr.74), Tony Hills (RG – nr.76) e JD Walton (C – nr.50) fizeram uma AREA BLOCK para conter Calvin Pace (DE – nr.97) no GAP 3 e David Harris (ILB – nr.52) junto com Josh Mauga (ILB – nr.53) ambos no GAP 1.
  • Ryan Clady (LT – nr.78) e Zane Blades (LG – nr.68) usaram a técnica do SLIDE para bloquear Muhammad Wilkerson (DE – nr.96) e Marcus Dixon (DT – nr.94), respectivamente nos GAPs 4 e 2.
  • Sobraram 2 jogadores para Dante Rosario (TE – nr.81): Jamaal Westerman (OLB – nr.55) e Eric Smith nos GAPs 6 e 8. Pela teoria do INSIDE – OUT ele deveria optar por Westerman (interno), pois seria um perigo mais imediato ao Quarterback. Ao menos ele o atrasou, dando a chance de Tebow driblar Smith.

Veja o vídeo do lance:

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Playbook 2011 – Semana 10

Posted in Playbook - 2011 by JP
Nov 18 2011
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Esse ano a série Playbook trará semanalmente, a análise de uma jogada enviada por vocês.

A de hoje me foi apontada pelo Patrick Santiago (Boletim NCAA e 10 Jardas no Ar).

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Rashard Mendenhall x Bengals

Os Steelers entraram com 3 Wide Receivers, tendo 2 deles alinhados junto ao lado esquerdo da linha ofensiva.

Os Bengals entraram com uma formação NICKEL usando um 3º Safety no lugar de 1 dos Linebackers.

Pittsburgh usou um esquema de bloqueio interessante nessa corrida de Rashard Mendenhall (nr.34).

Eles fizeram um TRAP no lado direito atraindo os Linebackers Thomas Howard (nr.53) e Rey Maualuga (nr.58), para depois serem bloqueados respectivamente por Chris Kemoeatu (G – nr.68) e Heath Miller (TE – nr.83) que vieram do lado oposto (PULL).

Marcus Gilbert (OT – nr.77) conseguiu “selar a extremidade direita da trincheira” com um bom bloqueio em Robert Geathers (DE – nr.91), enquanto os outros 3 jogadores da linha ofensiva evitaram que os adversários da linha defensiva atrapalhassem o lance. O único que ainda teve alguma chance de parar Mendenhall foi Domata Peko (DT – nr.94).

Mas o destaque absoluto foi Jerricho Cotchery (WR – nr.89) que sozinho cuidou dos 3 Safeties dos Bengals!

Cotchery cruzou à frente da linha ofensiva visando tirar Gibril Wilson (S – nr.27) da jogada, mas ao fazer isso ele foi perseguido por Chris Crocker (S – nr.42), que acabou perdendo ângulo para um tackle em Mendenhall.

Finalmente, Reggie Nelson (S – nr.20) achou que Mendenhall tentaria passar por fora deste bloqueio, e ficou por trás deles, no que é chamado “preso no tráfego”.

TOUCHDOWN

O esquema defensivo usado foi correto, mas os jogadores de Cincinnati acabaram envolvidos pela estratégia ofensiva.

O lance já começava complicado pelo alinhamento ofensivo, que não dava pista da jogada, e podia se desenvolver tanto numa corrida como num passe. A única indicação que seria uma corrida era a distância de Mendenhall em relação à linha de Scrimmage (uns 7 passos).

Se fosse um passe, eles tinham Nate Clements (CB – nr.22) marcando externamente Antonio Brown (WR – nr.84), com Nelson posicionado por dentro em caso de uma rota POST ou SLANT.

Pelo outro lado, onde estavam Cotchery, Heath Miller e Mike Wallace (WR – nr.17), tinham Wilson, Crocker e Kelly Jennings (CB – nr.23), defendendo o CORNER, FLAT e SLANT.

Posso estar enganado, mas visualmente o único jogador que poderia parar Mendenhall era Crocker.

Maualuga e Wilson foram esquematicamente bloqueados, e Nelson fez o correto que era proteger o espaço por fora dos bloqueios, onde seria o caminho mais provável da corrida.

Porém, ao escapar de Peko, Mendenhall viu o espaço à sua frente aberto, e rompeu em direção a ENDZONE, evitando a tentativa de recuperação de Crocker.

Clique na imagem abaixo para o vídeo do lance:

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Playbook 2011 – Semana 9

Posted in Playbook - 2011 by JP
Nov 11 2011
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Esse ano a série Playbook trará semanalmente, a análise de uma jogada enviada por vocês.

A de hoje no entanto, eu mesmo escolhi.

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Patrick Peterson x Rams

Os Rams entraram com 3 Tight Ends (Lance Kendricks nr.88 / Michael Hoomanawanui nr.86 / Billy Bajema nr.47) todos alinhados do lado direito da linha ofensiva.

Os Cardinals entraram com sua formação base 3 x 4.

St Louis tentou um tipo de jogada PLAY ACTION chamada FLEA FLICKER, quando a bola é entregue ao Running Back, que depois de alguns passos a devolve ao Quarterback com um TOSS.

Para o FLEA FLICKER funcionar, alguns pontos devem ser bem executados:

  1. A formação em campo, postura e movimentação pré-SNAP devem indicar uma corrida.
  2. A proteção ao passe tem que ser eficiente, principalmente pelo meio da linha ofensiva.
  3. Os possíveis alvos para o passe devem dissimular suas rotas.

No lance dos Rams, a formação ofensiva foi bem escolhida, com 3 Tight Ends, o que quase sempre significa uma jogada de corrida e a proteção funcionou (até porque 9 jogadores ficaram na função). Destaque para Jacob Bell (G – nr.63) que cuidou sozinho do competente Calais Campbell (DE – nr.93).

Já Brandon Lloyd (WR – nr.83) não conseguiu enganar Patrick Peterson (CB – nr.21), que o marcava homem-a-homem e nunca se destraiu com o PLAY ACTION. Lloyd até iniciou com um pequeno “trote” antes de correr sua rota FLY, mas sempre com Peterson em seu encalço.

Quando o passe de Sam Bradford (nr.8) chegou, Peterson estava preciso no lance e o interceptou.

Pessoalmente gosto do desenho dessa jogada um pouco diferente.

Aproveitando a mesma formação usada pelos Rams, além do Wide Receiver, colocaria 2 dos Tight Ends em rotas ao invés de mantê-los na proteção, na qual deixaria com 7 jogadores.

Para um deles, indicaria uma rota IN atraindo o Safety para que ele não fizesse uma marcação dupla no Wide Receiver.

O outro seria uma válvula de escape, caso o Quarterback não esteja confiante na separação obtida pelo WR sobre o seu marcador. A rota poderia ser uma FLAG entre 7 – 10 jardas da linha de Scrimmage.

Outra preocupação seria o timming.

Numa situação como essa é preferível que em caso de erro no passe, ele seja mais para o excesso de força do que a falta dela (mais perigosa de interceptação), e no video abaixo, vemos que Brandon Lloyd precisou desacelerar um pouco antes da bola chegar, ou seja, o passe poderia ter saído 1 ou 2 segundos antes.

Clique na imagem abaixo para o vídeo do lance:

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Playbook 2011 – Semana 8

Posted in Playbook - 2011 by JP
Nov 04 2011
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Esse ano a série Playbook trará semanalmente, a análise de uma jogada enviada por vocês.

A de hoje foi enviada pelo Antonio Simões do Rio de Janeiro.

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Steve Smith vs Vikings

Os Panthers entraram com sua formação ofensiva regular (2 WRs + 1 TE + 1 FB + 1 RB).

Os Vikings usaram sua formação defensiva base 4 x 3. O posicionamento inicial dos Safeties, bem afastados da linha de Scrimmage indicava cobertura zona COVER-2.

Primeiro vamos considerar o alinhamento ofensivo.

Os Panthers colocaram seus 2 Wide Receivers próximos à linha de Scrimmagge (TIGHT FORMATION), por “dentro dos números”. O Quarterback Cam Newton (nr.1) em SHOTGUN, com os 2 Backs um de cada lado (PRO SET).

De frente para o lance, Newton pôde observar a aproximação de Husain Abdullah (S – nr.39), desmascarando a cobertura defensiva dos Vikings, que era na verdade homem-a-homem com 1 Safety no fundo (COVER-1).

Newton sabia então que teria Steve Smith (WR – nr.89) em marcação simples, se este usasse uma rota externa, e por estar em TIGHT FORMATION, ele teria bastante espaço de movimentação para a direita.

Smith distanciou-se de seu marcador, Asher Allen (CB – nr.21), o suficiente, usando uma rota FLAG, e recebeu o passe na entrada da ENDZONE para o TD.

Tyrell Johnson (S – nr.25) ainda tentou chegar no lance, mas seu posicionamento inicial era bem distante.

Vamos agora ver o que fez a defesa.

Fugindo um pouco às suas características, os Vikings usaram uma BLITZ, soltando 2 Linebakers (os irmãos Henderson) junto com 3 jogadores da linha defensiva, em busca de pressionar Cam Newton.

Para compensar, Jared Allen (DE – nr.69) caiu na cobertura do FLAT esquerdo, por onde foi DeAngelo Williams (RB – nr.34).

A BLITZ foi contida pelos 5 jogadores da linha ofensiva dos Panthers, com a ajuda do Fullback Jerome Felton (nr.45).

Apesar de mais arriscada, não há nenhum problema em ter usado BLITZ com cobertura COVER-1 para combater a formação usada pelos Panthers.

Então qual foi o erro da defesa?

Sabendo que não estariam em COVER-2, então sem o Safety como auxílio no fundo externo, Asher Allen não podia ter permitido que Steve Smith ganhasse o posicionamento externo (RELEASE). Ele tinha que ter forçado seu avanço por dentro, de encontro a Husain Abdullah, armando uma marcação dupla, que dificultaria a vida de Smith.

Lembrem-se que dentro das 5 jardas iniciais, pode haver contato físico com o Wide Receiver, o Cornerback tem a possibilidade de tentar redirecionar sua movimentação, desde que não o agarre.

Veja o vídeo do lance:

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Playbook 2011 – Semana 7

Posted in Playbook - 2011 by JP
Oct 28 2011
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Esse ano a série Playbook trará semanalmente, a análise de uma jogada enviada por vocês.

A de hoje foi enviada pelo Luis Martinelli de São José do Rio Preto/SP.

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Aaron Rodgers vs Vikings

Os Packers entraram com 3 Wide Receivers, tendo Donald Driver (nr.80) se deslocando da esquerda para a direita, antes do SNAP.

Os Vikings usaram sua formação NICKEL. Como o Cornerback Marcus Sherels (nr.35) acompanhou Driver, tivemos uma indicação de marcação homem-a-homem.

Aaron Rodgers (QB – nr.12) teve tempo para decidir qual jogador acionar.

O POCKET funcionou bem contendo os 4 jogadores da linha defensiva de Minnesota, com destaque para os 2 Offensive Tackles Marshall Newhouse (nr.74) e Bryan Bulaga (nr.75), que individualmente, conteram os perigosos Defensive Ends Jared Allen (nr.69) e Brian Robinson (nr.96).

Como alvos para o passe, 5 jogadores saíram em rotas:

  • Esquerda – Ryan Grant (RB – nr.25) – Wheel
  • Esquerda – Jordy Nelson (WR – nr.87) – Hitch
  • Meio – Jermichael Finley (TE – nr.88) – Hitch
  • Meio – Donald Driver (WR – nr.80) – Hook
  • Direita – Greg Jennings (WR – nr.85) – Fade

Pelo vídeo do lance, vemos que a primeira opção de Rodgers era Finley, mas com o colapso da defesa dos Vikings, ele acabou lançando para Greg Jennings, tão livre na extremidade do campo, que ele apenas “trotou” sem ser ameaçado até a ENDZONE.

O que aconteceu com a defesa nessa jogada? Ocorreu uma séria confusão, alguns jogadores achavam que a cobertura selecionada era por zona, outros homem-a-homem, e o resultado foi um desastre.

A confusão começou pela esquerda, onde Cedric Griffin (CB – nr.23) não sabia se marcava Grant ou Nelson.

Pelo meio, Finley estava livre, já que Erin Henderson (LB – nr.50) recuou como se o time estivesse em cobertura tipo TAMPA-2, e Chad Greenway (LB – nr.52) ficou completamente perdido sem saber o que fazer, até que resolveu avançar inutilmente de encontro a Rodgers.

Finley só não foi acionado por Rodgers, porque outras alternativas ainda melhores surgiram!

O erro pelo meio causou um efeito cascata. Sherels vai até Finley, deixando Driver (sua responsabilidade inicial) livre. Este por sua vez, atraiu Husain Abdullah (S – nr.39) e Asher Allen (CB – nr.21).

Allen corretamente iniciou o lance em marcação individual a Greg Jennings, forçando um RELEASE externo. Porém ao ver a confusão pelo meio, pensou que a cobertura selecionada no lance era a TAMPA-2, e resolveu mudar sua direção para dentro.

O grande problema? Não sobrou ninguém para marcar Jennings!

O que eu faria? Usaria uma cobertura por zona tipo COVER-3.

Para isso, manteria Scherels acompanhando a movimentação pré-SNAP, girando a cobertura. Isso tem que ser muito bem comunicado pelo responsável da defesa, geralmente o Linebacker interno ou 1 dos Safeties.

O esquema abaixo mostra como os espaços defensivos ficariam ocupados:

Veja o vídeo do lance, e ria com a reação de Joe Webb (nr.14), fora de campo, desesperado com os erros de cobertura:

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Playbook 2011 – Semana 6

Posted in Playbook - 2011 by JP
Oct 21 2011
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Esse ano a série Playbook trará semanalmente, a análise de uma jogada enviada por vocês.

A de hoje foi enviada pelo Carlos Rocha do Rio de Janeiro/RJ.

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Tom Brady vs Cowboys

Os Patriots entraram com 2 Tight Ends, mas com Aaron Hernandez (nr.81) alinhado como Wide Receiver.

Os Cowboys usaram sua formação NICKEL, com o Cornerback extra no lugar do Defensive Tackle .

É sempre interessante ver as diversas maneiras que os Patriots usam seus Tight Ends. Nesse caso específico, eles foram posicionados no lado esquerdo, com os 2 Wide Receivers tradicionais do lado oposto, juntos à linha ofensiva.

Dentro do minuto final, e já sem a possibilidade de pedir timeouts, a única forma de controlar o relógio era usando passes. O jogo de corridas não era uma opção.

A imagem abaixo vai mostrar as 5 rotas usadas pelos 2 WRs, 2 TEs e o Running Back, que se espalharam pelo campo. Tom Brady (QB – nr.12) escolheria a alternativa que lhe parecesse mais viável.

Quem levou a bola foi Hernandez, que utilizou uma rota IN para se colocar à frente de seu marcador direto, o Cornerback Michael Jenkins (nr.21). Brady executou o passe (de forma perfeita) para ele receber em progressão.

Escolhi essa jogada mais com a intenção de analisar o comportamento defensivo. Os Cowboys, que anularam Brady por quase toda a partida, deram bobeira no lance final.

O alinhamento inicial dava a impressão do uso de zona tipo COVER-2, mas ao desenrolar vimos em prática o homem-a-homem.

Vamos às outras marcações:

  • Orlando Scandrick (CB – nr.32) em Wes Welker (WR – nr.83) no FLAT direito
  • Abram Elam (S – nr.26) e Terrance Newman (CB – nr.41) em Deion Branch (WR – nr.84)
  • Anthony Spencer (OLB – nr. 93) em Danny Woodhead (RB – nr.39) pelo meio
  • Sean Lee (ILB – nr.50) e Barry Church (S – nr.42) em Rob Gronkowski (TE – nr.87) no FLAT esquerdo

Meus questionamentos:

  • Por que a troca de posicionamento entre Spencer e Bradie James (ILB – nr.56)? O esperado seria James executar a cobertura na região onde Woodhead penetrou.
  • Qual a responsabilidade de James e Marcus Spears (DE – nr.98), que não avançou buscando pressionar Brady? (indicados no círculo vermelho)
  • O Safety Church foi orientado à dupla marcação em Gronkowski?
  • Se somente 2 jogadores foram designados para a pressão em Brady, por que não definiram uma dupla marcação também em Hernandez, já que teriam 9 defensores contra 5 alvos?

O que eu faria?

Dentro da REDZONE, eu gosto mais de algum tipo de narcação por zona.

Usaria uma cobertura COVER-4 (em formação NICKEL), usando 3 jogadores na pressão ao Quarterback, conforme o esquema abaixo:

Qual a vantagem?

Os Safeties iriam de frente ao encontro dos adversários. Nesse lance, Hernandez pela rota IN.

Os Cornerbacks cobririam as rotas FADE, e se precisassem dar suporte em caso de passe nos FLATs, também estariam de frente para o adversário.

Dois dos Linebackers defenderiam alguma rota SLANT.

.

Veja o vídeo do lance:

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