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Punts – Spread Offense

Posted in Punts by JP
Aug 30 2011
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Com o início da temporada 2011 do futebol americano universitário já na nossa porta, vale a pena falarmos sobre a estratégia ofensiva usada por diversas equipes, o SPREAD OFFENSE.

Os 2 finalistas do ano passado, Auburn e Oregon o utilizam como base, bem como outras Universidades que tiveram sucesso nos últimos anos, como Florida e Oklahoma.

Quarterbacks como Tim Tebow e Cam Newton se tornaram armas mortais no jogo de corridas.

O esquema permite diversas variações, mas a base de todos está numa jogada chamada OPTION, que exploraremos aqui.

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O Princípio

O SPREAD OFFENSE surgiu simplesmente pela vontade dos coordenadores ofensivos em desafogar a linha de Scrimmage.

Com múltiplos Wide Receivers em campo, as defesas precisavam improvisar Safeties/Linebackers na sua marcação, ou substituir jogadores do FRONT 7 (linha defensiva + Linebackers) por Cornerbacks extras.

O passo seguinte foi retirar o Tight End do POCKET, movendo-o como um Receiver extra.

Isso fez com que o ataque isolasse a linha ofensiva contra menos defensores, diminuindo as possibilidades de BLITZ, e facilitando o esquema de proteção ao Quarterback.

Mais recentemente, notou-se que uma jogada antiga, chamada OPTION, torna-se muito mais eficiente, quando executada a partir de uma formação SPREAD.

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OPTION PLAY

Na figura abaixo, vemos o desenho de uma variação da jogada OPTION.

A formação é típica do sistema SPREAD OFFENSE, com 3 Wide Receivers e o Quarterback em SHOTGUN.

Neste caso específico, o Tight End vai ajudar no bloqueio enfrentando o Linebacker ou o Defensive End do lado direito.

O Quarterback vai correr com a bola, tendo o Running Back como opção de passe um pouco atrás. Quem vai determinar o andamento da jogada é o Safety.

Caso ele avance de encontro ao QB, este fará um TOSS da bola (passe para trás) ao RB. E se o Safety manter seu posicionamento, o próprio Quarterback tentará a conquista das jardas.

Uma função importante é a dos Wide Receivers do lado em que a ação acontece. Eles devem bloquear os Cornerbacks que os marcam, atrasando ao máximo suas participações no lance.

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Múltiplas OPTIONS

Os sistemas ofensivos mais sofisticados, exploram outras possibilidades do OPTION.

No esquema abaixo, vemos a ação acontecer do lado contrário à formação.

Nesse caso, o Tight End move-se para o lado oposto da linha ofensiva, após o SNAP em SHOTGUN.

Ele vira uma segunda opção para o TOSS da bola, caso o Linebacker não faça a leitura devida do lance.

Além disso, o Wide Receiver da esquerda, vai correr uma rora COMEBACK, e pode ser uma ótima alternativa se o seu marcador resolver ajudar contra o jogo de corridas.

IMPORTANTE: O passe ao WR só pode ser realizado se o QB ainda não tiver passado a linha de Scrimmage.

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Uso na NFL

O SPREAD é usado na NFL como variação ofensiva, e não como base do ataque.

Isso porque as defesas são muito mais atléticas e sofisticadas do que no futebol americano universitário, conseguindo “selar” as extremidades do POCKET, e dificultando a execução do OPTION.

Alguns times gostam mais de colocar múltiplos Wide Receivers em campo do que os demais, Exemplos de Indianapolis Colts e Arizona Cardinals.

No entanto, como a maioria dos times universitários só atuam dessa forma (e na maioria das vezes usando o SHOTGUN), temos visto os coordenadores ofensivos inserindo cada vez mais jogadas a partir desse tipo de formação, aproveitando o que seus atletas melhor conhecem.

Mesmo assim, a OPTION ainda é vista como uma jogada surpresa. No SUPER BOWL do ano passado, o Pittsburgh Steelers a utilizou numa tentativa de conversão 2 pts.

Veremos se o carolina Panthers irá incorporar no seu PLAYBOOK, explorando a explosão física de Cam Newton (QB).

Uma exceção foi o Atlanta Falcons em 2006, que explorando a capacidade atlética de Michael Vick (QB), ajustou conseguiu estabelecer o OPTION, com bom resultado. Vick avançou 1039 jardas via o jogo de corridas (número excepcional para um QB), e Warrick Dunn (RB) outras 1140 jardas.

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Defesa contra o SPREAD

Monte Kiffin, ex coordenador defensivo do Buccaneers e um dos criadores do sistema TAMPA-2, mostrou uma forma de conter o SPREAD, enquanto coordenador da Universidade Tennessee em 2009.

Contra um dos times mais especializados no uso do SPREAD, a Universidade da Florida, Kiffin aplicou um esquema agressivo, deixando os Cornerbacks em cobertura simples contra os Wide Receivers, ao usar os Safeties quase exclusivamente no combate ao jogo de corridas.

Nessa partida, Florida que tinha uma equipe muito superior, venceu Tennessee por um placar apertado, com Tim Tebow (QB) completando apenas 14 passes para 115 jardas de avanço via jogo aéreo.

Abaixo está o diagrama de como Kiffin colocou sua defesa, boa parte da partida:

Os 3 Wide Receivers de Florida foram marcados individualmente por 3 Cornerbacks, bem como o Tight End por 1 dos Linebackers.

A grande responsabilidade era dos Safeties. O posicionado mais ao fundo avançava para a área central intermediária com 2 funções, ajudar no combate ao jogo de corridas interno, ou marcar o Tight End, caso ele escapasse do seu marcador.

Já o outro Safety, posicionado no lado onde se concentra a maioria dos adversários, deve perceber qual o tipo de jogada corrida, e ajudar pelo meio ou extremidade.

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Punts – Flag Football no Brasil

Posted in Punts by JP
Aug 23 2011
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escrito por Felipe Von Zuben

Fala galera do 10 Jardas, eu sou o Felipe, head coach e fundador do Salto Flames e hoje venho falar um pouco sobre o Flag Football.

O Brasil tem uma história interessante com o F.A, em cada parte do país o esporte se desenvolveu de uma forma. Os principais foram: RJ na areia, RS com tackle e SP com o Flag.

A princípio o Flag era jogado como o tradicional do USA, 5×5 sem contato físico com o Center podendo receber a bola mas após um período o Flag 8×8 se tornou o preferido pois possui contato físico e ganhou adeptos e times no estado.

Nessa modalidade o Ataque entra em campo com QB e uma OL (G C G) podendo bloquear tanto para corrida quanto para proteção de passe, mais 4 jogadores formados por WRs, RBs, TEs, FBs. A grande diferença é na proteção do Ball Carrier que ao invés de ser “tackleado” ele é parado quando retirada uma de suas flags.

Na defesa temos normalmente 2 formações, 2×3 ou 3×2, onde a sua estratégia de jogo determina qual a melhor. LBs, MLBs, CBs, SSs, completam a defesa.

Na parte de time especial a modalidade possui todas as formações, Punt, Kickoff, Field Goal, Extra Point fazendo com que as equipes tenham que entender muito do jogo e se divida com Head Coach, Coordenador Ofensivo, Defensivo, Coordenador de Especialistas para que a evolução seja constante.

A grande sacada do Flag é que com um elenco menor e custo baixo, você pode ter uma equipe e jogar Futebol Americano tendo como tendência a evoluição da equipe para o Full Pads com o passar do tempo.

Além de melhorar organização, regras e parte financeira, os jogadores aprendem as técnicas, se apaixonam pelo esporte e quando passam a jogar o Full Pads já possuem uma experiência no esporte que faz diferença nos jogos!

Hoje no Brasil temos um grande número de equipes, onde o foco é no estado de São Paulo com grande crescimento nas cidades do interior.

Como vemos no mapa (link) grandes clubes de soccer do estado como Palmeiras, Portuguesa, apoiam e acreditam no Flag. Além disso temos equipes com apoio de prefeituras fazendo com que o Futebol americano se torne um esporte oficial da cidade.

O próprio Salto Flames tem um enorme apoio da cidade e da secretaria de esportes com transporte, equipamentos, uniformes e divulgação nas mídias locais. Hoje no Flames um jogador não precisa mais do que colocar sua chuteira, treinar e jogar. Em dias de jogos até alimentação ele recebe da equipe.

Outras cidades como Araras, Barretos, Avaré, Guarulhos, Sorocaba, Piracicaba e Taubaté também oferecem apoio para as equipes.

Para que todas essas equipes possam disputar entre si existe uma liga que cuida do Flag 8×8 em São Paulo, a APFA.

Em 2010, o Caipira Bowl surgiu com a proposta de levar o futebol americano e o flag para as praças do interior por meio de eventos competitivos com a finalidade de divulgar a modalidade, difundir a prática, aumentar o número de equipes e jogadores, e transformar o interior numa potência desse esporte.

Ao longo da competição foram realizados eventos em cada uma das cidades-sedes envolvendo as 5 equipes participantes. Todas as equipes se enfrentaram entre elas, levando ao público local uma nova modalidade esportiva totalmente empolgante e contagiante.

No final, após um campeonato de bom nível técnico e com uma organização impecável, as equipes puderam se beneficiar com os frutos deste trabalho. A imprensa local de cada cidade destacou positivamente a iniciativa das equipes, fazendo com que novos apoios surgissem. Secretarias de esportes, patrocinadores locais e clubes começaram a apoiar as equipes participantes, indicando que o objetivo principal do Caipira Bowl foi alcançado.

Em 2011, o Caipira Bowl cresceu e se transformou na APFA – Associação Pró-Futebol Americano. Palmeiras Locomotives, Salto Flames, Guarulhos Rhynos, Portuguesa, Santo André Golden Owls, Taubaté Big Donkeys, Araras Steel Hawks, Sorocaba Eagles, São Paulo Sharks e Cronos Football entraram na associação.

Além de contar com 13 equipes, a APFA está trabalhando em conjunto com os managers de novas equipes e novos núcleos de prática de flag estão em processo de desenvolvimento em diversas cidades.

Palavras do Presidente da APFA, Marco Bucci.

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Abaixo temos 2 exemplos de como funcionam as jogadas no Flag 8×8.

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Jogada de Ataque (Passe)

Nessa jogada aérea utiliza?se 3WRs e 1RB. Vejam que a OL se foca em formar o Pocket para a proteção do QB que faz o play action para o RB. O mesmo sai para uma rota curta como opção de passe rápido. Os 2WRs da esquerda cruzam em rotas Slant e Flag confundindo a marcação da defesa e o WR da direita efetua uma rota longa.

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Jogada de Ataque (Corrida)

Jogada de Corrida utlizando 2WRs, 1FB e 1RB. A OL faz uma movimentação lateral bloqueando a linha de defesa. O FB vem em seguida fazendo seu trabalho e abrindo o “corredor” para que o RB conquiste o maior número de jardas. Os 2WRs fazem o trabalho normal de anular os CBs da jogada.

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Jogada da Defesa (2×3)

Nessa jogada a defesa utliza uma formação 2×3 com uma blitz do LB. A linha de defesa sobe com função de ocupar a OL e liberar espaço para que o LB pegue o QB de surpresa numa blitz. Os outros LBs fazem marcação HxH no RB e TE por exemplo. CBs também fazem a marcação nos WRs e o SS fica em cover para ajudar na proteção do passe.

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Jogada da Defesa (3×2)

Nessa formação com 3 jogadores na linha de defesa procura-se uma maior pressão no QB. Os LBs ficam em cover protegendo o meio de campo. Os CBs marcam HxH os WRs e o SS fica em cover no fundo esperando cobrir a falha de alguma marcação.

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Em resumo, o Flag é uma ótima opção para equipes com pequenos elencos e que estão aprendendo o jogo, além de preparar o jogador para o Full Pads de uma forma mais natural.

Temos empresas, prefeituras e o público se interessando cada vez mais na modalidade e a tendência é o crescimento cada vez maior. Um exemplo é a nossa própria equipe que possui categoria Sub15, Feminina, Principal com apoio da prefeitura e patrocinadores, sem jogar o Full Pads.

Estamos crescendo aos poucos e temos certeza que em breve estaremos nos aventurando pelo Full Pads e conquistando ainda mais vitórias.

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Quero agradecer muito ao JP que sempre abre espaço para todas as modalidades e indicar os nossos contatos na internet para os interessados:

Facebook: www.facebook.com/flamesfa
Twitter: www.twitter.com/flames_football
Site: www.flamesfa.com.br
APFA: www.apfaonline.com.br
Fotos: Heloísa Rodrigues e Flávio Torres Até uma próxima oportunidade!

#BurnFlames

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Punts – Vencendo as Blitzes

Posted in Punts by JP
Aug 09 2011
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Como vimos anteriormente, os coordenadores ofensivos têm que montar as jogadas levando em conta a possibilidade de BLITZES da defesa adversária, ajustando os esquemas de proteção ao passe.

Além do bloqueio, elas também podem ser vencidas esquematicamente, com rotas e estratégias específicas que as explore.

Vamos ver algumas delas.

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Hot Reads

Idealmente, toda jogada aérea tem um alvo alternativo aos principais, determinado como HOT READ.

Na maioria das vezes, são os Running Backs ou os Tight Ends, que após verificarem sua responsabilidade de proteção, saem numa rota curta como por exemplo a FLAT ou a CURL, servindo como válvula de escape para o Quarterback, caso pressionado pela defesa.

Na figura abaixo, vemos um exemplo de uso do HOT READ com o Fullback. Para não complicar, vou deixar de lado o esquema de proteção da linha ofensiva, e concentrar apenas nos demais jogadores.

Nessa jogada, o Wide Receiver da direita seria o alvo principal usando uma rota IN, a mesma do Tight End, que tentaria atrair a marcação do Safety.

O Running Back teria a responsabilidade de conter o defensor da extrema esquerda do POCKET, enquanto o Fullback, primeiro observa alguma BLITZ por algum GAP no meio da linha ofensiva, para depois sair numa rota FLAT, assumindo o papel de HOT READ.

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Audibles

Quando os treinadores confiam na habilidade do Quarterback em ler a movimentação defensiva, identificando alguma BLITZ, eles têm autonomia para alterar a jogada, sinalizando para seus companheiros que já estavam em formação.

Essas jogadas são as chamadas AUDIBLES, pré-combinadas, com uma codificação sonora, que deve estar na memória de todos.

Torna-se comum então usar uma jogada de corrida ao invés de uma aérea originalmente anunciada, que ficaria vulnerável à BLITZ.

DRAWs e TRAPs são as que melhor funcionam nessa situação, pois os Running Backs podem explorar o GAP por onde o defensor já tinha passado.

Por exemplo, Peyton Manning (QB – Colts) sempre recebe de seu coordenador ofensivo, 3 jogadas por SNAP (normalmente 1 passe e 2 corridas), e ele determina qual usarão já na Linha de Scrimmage.

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Rotas de 3 Passos

Uma forma eficiente de conter as BLITZES é o uso de jogadas rápidas, onde o Quarterback dá apenas 3 passos para atrás, antes de se virar para executar o passe.

Esse é um dos princípios da WEST COAST OFFENSE, implementada com sucesso por Bill Walsh (ex Head Coach dos 49ers) na década de 80.

Nas rotas longas e tradicionais, o QB dá 5 ou 7 passos atrás, e consequentemente demora um pouco mais para se virar, possibilitando que os rápidos defensores vençam seus confrontos com a linha ofensiva. Agilizando a execução do passe, diminuem as oportunidades de sack.

No ano passado vimos o Chicago Bears ajustar sua estratégia ofensiva, encorporando alguns desses princípios, depois de um começo de campeonato onde a proteção ao Quarterback Jay Cutler não estava funcionando, e o time subiu de produção.

A figura abaixo mostra 4 rotas comuns da WCO:

  • WR1 : Curl
  • WR2 : Slant
  • TE : Quick Out
  • RB : Cut

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Shotgun

A formação Shotgun coloca o Quarterback de frente para a movimentação defensiva, dando mais tempo para a tomada de decisão, ao perceber a BLITZ.

Com uma boa combinação de rotas, vira uma oportunidade para explorar alguma vulnerabilidade da cobertura adversária.

A figura abaixo mostra a jogada chamada DOUBLE POST, do tipo que vimos funcionar para o Green Bay Packers no SUPER BOWL passado.

O Tight End se torna um HOT READ do lado contrário à jogada programada, e o Quarterback, atento ao lance, pode executar o passe no momento mais conveniente.

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Punts – Acordo Sindical – Final

Posted in Punts by JP
Jul 26 2011
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Finalmente chegamos ao fim do impasse entre a NFL e o sindicato dos jogadores quanto ao acordo coletivo de trabalho, cuja disputa paralisou as atividades da liga desde março.

Vários jogadores se apresentarão aos seus times a partir de amanhã, e as conversas sobre contratações já começaram.

Nem todos os detalhes do acordo foram anunciados, mas vamos aos principais pontos, começando pelas 7 questões fundamentais da negociação.

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Questões

1) contratos de calouros

Esse era o mais fácil dos itens em pauta! Os 2 lados concordavam que os contratos absurdos para os TOP 10 do Draft tinham que ser freiados.

Projeta-se que o contrato de Cam Newton (QB – Panthers) vá girar em torno de $32 Milhões por 5 ano, bem menor do que os assinados por Sam Bradford (QB – Rams) e Matt Stafford (QB – Lions), os primeiros escolhidos em 2010 e 2009.

Todos os contratos terão duração máxima de 4 anos, exceto os TOP 10. Para esses, os times terão uma opção de quinto ano com custo equivalente a média dos 5 maiores salários da posição do jogador em questão.

2) campeonato com 18 jogos

Item adormecido, mas com possibilidade de ser renegociado em breve.

3) recuperação de bônus

4 atitudes serão sujeitas a reembolso de bônus aos times: Não comparecimento ao trabalho (HOLDOUT), Prisão, Contusões não relacionadas ao esporte e Aposentadoria precoce.

4) teste de substâncias proibidas

Ainda vai ser divulgado, mas a tendência é que se comece a testar os jogadores para HGH.

5) limitação de jogadas de risco

Ainda não divulgado se teremos mudanças no julgamento das punições.

6) contribuição aos jogadores aposentados

O ponto ainda nebuloso. O processo movido pelos ex-atletas na justiça continuará.

7) divisão da grana

A fórmula para distribuição das receitas foi simplificada, somando-se todas as receitas e eliminando aquele desconto de $1 Bilhão aos times. Os jogadores ficarão com 48% das receitas, e os times 52%.

A partir disso se calcula o SALARY CAP, que discutirei mais abaixo.

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Outras Decisões

. Treinamentos

As atividades fora da temporada foram reduzidas a 10 semanas, ao invés de 14, e os treinos com equipamento completo (e choques) durante o período antes do campeonato, chamado TRAINING CAMP, limitados a 1 turno por dia.

Até mesmo os treinamentos durante o campeonato foram regulados. Com equipamento completo, somente acontecerá 1 vez por semana.

A idéia é preservar fisicamente os jogadores, aumentando o tempo médio de suas carreiras.

. Retirada do processo Brady vs NFL

Evidentemente, por ter um acordo entre as partes celebrado, acaba-se o processo antitrust movido por Tom Brady e outros jogadores contra a NFL.

. Reconstrução do sindicato

O sindicato dos atletas profissionais que foi destituído para possibilitar a entrada do processo contra a NFL, deve ser refeito, e principalmente, a NFL conseguiu retirar a opção deles repetirem o gesto, agora qualquer pendenga sobre o acordo, ou outras apelações, será julgada por uma comissão independente, escolhida em consenso pelas 2 partes.

. Proteção por contusão

Jogadores que se contundiram no ano anterior, e não poderão, ou não conseguiram equipe para o campeonato seguinte, receberão $1 Milhão garantidos. Além de continuarem protegidos pelo pano de saúde de seu último time.

Salary Cap

O cálculo das receitas totais e seu rateio para ser revertido em pagamento aos jogadores, gera um SALARY CAP, quota por time, que não existiu em 2010.

Esse CAP ficou em cerca de $120 Milhões para 2011, com uma leve flexibilização para cima (1,5%).

Como ilustração do efeito de toda essa negociação, em 2009 o SALARY CAP era aproximadamente $128 Milhões por time. Pela primeira vez na história, o valor caiu!

Times que já estão acima desse CAP, quando contabilizados os atuais contratos em vigor, devem reduzir sua “folha”.

Por exemplo, o Baltimore Ravens anunciou que está terminando os contratos de Todd Heap (TE), Willie mcGahee (RB), Derrick Mason (WR) e Kelly Gregg (DT).

As demais equipes terão que gastá-lo, contratando novos atletas, ou prorrogando os contratos de seus próprios jogadores. Esse valor deve ser alcançado até o final de Dezembro.

Contratos dos calouros entram nessa conta, e hoje começarão a ser negociados.

O salário mínimo da liga aumentou de $320.000,00 para $375.000,00 por ano, o que é uma boa notícia. Cerca de metade dos jogadores recebem salário mínimo.

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Free Agency

Essa semana vai ser frenética!

Como vimos anteriormente, uma enorme quantidade de jogadores estão atualmente sem contrato, e o tempo para contratá-los ante do início dos treinamentos será curto.

Os jogadores só poderão assinar os contratos com seus novos times a partir de sexta-feira, mas já estão liberados para negociá-los.

Atletas como Nnamdi Asomugha (CB), Santonio Holmes (WR) e Ray Edwards (DE) devem decidir seus futuros rapidamente.

Alguns times estão bem abaixo do SALARY CAP e devem ser protagonistas nos sites de notícias, outros terão que se encaixar nos novos parâmetros salarias, renegociando com jogadores que têm contratos vigentes, ou dispensando-os.

Times bem Abaixo do CAP:

  • Tampa Bay Buccaneers – $59 Milhões
  • Seattle Seahawks – $39 Milhões
  • Chicago Bears – $37 Milhões
  • Arizona Cardinals – $37 Milhões
  • St Louis Rams – $35 Milhões
  • Cincinnati Bengals – $35 Milhões
  • Buffalo Bills – $35 Millhões
  • Kansas City Chiefs – $34 Milhões
  • Cleveland Browns – $33 Milhões
  • Jacksonville Jaguars – $31 Milhões
  • Carolina Panthers – $30 Milhões

Times Acima do CAP:

  • Dallas Cowboys – $18 Milhões
  • New York Giants – $11 Milhões
  • Pittsburgh Steelers – $10 Milhões
  • Oakland Raiders – $10 Milhões
  • Minnesota Vikings – $5 Milhões
  • Indianapolis Colts – $2 Milhões
  • New York Jets – $1 Milhão

Boas Compras!!!

Ter a certeza que a temporada 2011 não será comprometida é ótimo, mas a melhor parte disso tudo é que o acordo será válido até 2021, e só precisarei voltar nesse assunto chato daqui a 10 anos!

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Punts – Free Agents

Posted in Punts by JP
Jul 12 2011
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Com os últimos detalhes do acordo sindical entre NFL e atletas próximos a serem resolvidos, um importante período se abrirá: o de contratação dos jogadores desvinculados a qualquer time, a chamada FREE AGENCY.

Essa será uma oportunidade para os times buscarem reforços e cobrirem suas carências.

Algumas regras de como esse mercado será regido, só saberemos depois dos detalhes da negociação serem anunciados, mas podemos especular.

Provavelmente, o SALARY CAP, número regulador de valores para a folha salarial dos times, deve girar entre US$120 a 130 Milhões, e determinados times como o Dallas Cowboys e Oakland Raiders, já estão comprometidos com números altos, limitando suas movimentações.

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Quem serão os Free Agents?

Conforme as notícias iniciais sobre o acordo sendo costurado, jogadores com contrato expirado, após 4 ou mais anos de serviço a NFL, estarão livres para negociar com seus futuros times.

Pela norma em vigor ano passado, atípicas por ser o último ano do acordo sindical anterior, os jogadores com 4 anos de serviços foram considerados restritos.

Isso quer dizer que seus times originais tinham a possibilidade de cobrir qualquer oferta feita por eles, ou indicar um salário fixado pela NFL, válido por um ano.

Resultado: o mercado será inundado por diversos atletas livres. Os desse ano, mais os que estariam disponíveis ano passado.

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Undrafted

Outros jogadores livres para assinar com quem lhes apresentar a melhor proposta são os UNDRAFTED, os que ninguém arriscou um PICK no último Draft.

Vários craques da NFL passaram por essa situação como James Harrison (OLB – Steelers), Antonio Gates (TE – Chargers)ou Tony Romo (QB – Cowboys), entre outros.

Veremos dezenas desses atletas assinado com as equipes em busca de redenção. Alguns deles:

  • Pat Devlin (QB)
  • Derrick Locke (RB)
  • DeAndre Brown (WR)
  • Willie Smith (OT)
  • Tim Barnes (C)
  • Ian Williams (DT)
  • Mark Herzlich (LB)
  • Joe Lefeged (S)
  • Kendrick Burney (CB)

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Franchise TAG

Uma forma dos times preservarem seus melhores jogadores é o uso da FRANCHISE TAG.

Cada time pode uma vez por ano, designar um jogador para receber essa TAG.

Assim ele pode negociar com outra equipe, porém assim como nos jogadores de contrato restrito, seu time pode cobrir a proposta. Caso não cubra, e esse jogador vá para algum adversário, esse outro time tem que ceder seus PICKs no primeiro round dos próximos 2 Drafts.

Ou seja, quase nunca isso acontece, a não ser que um preço menor rigoroso seja negociado entre as 2 esquipes.

Esses são os jogadores que esse ano receberam a FRANCHISE TAG:

  • Indianapolis Colts – Peyton Manning (QB)
  • Philadelphia Eagles – Michael Vick (QB)
  • San Diego Chargers – Vincent Jackson (WR)
  • Jacksonville Jaguars – Marcedes Lewis (TE)
  • New England Patriots – Logan Mankins (G)
  • Carolina Panthers – Ryan Kalil (C)
  • Baltimore Ravens – Haloti Ngata (DT)
  • Miami Dolphins – Paul Soliai (DT)
  • Pittsburgh Steelers – Lamarr Woodley (OLB)
  • New York Jets – David Harris (LB)
  • Kansas City Chiefs – Tamba Hali (LB)
  • Minnesota Vikings – Chad Greenway (LB)
  • Oakland Raiders – Kamerion Wimbley (OLB)
  • Cleveland Browns – Phil Dawson (K)

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Lista de Free Agents

Abaixo vou relacionar por posição, os jogadores TOP projetados para serem FREE AGENTs (entre parênteses, seu último time):

Quarterbacks

  1. Matt Hasselbeck (Seahawks)
  2. Marc Bulger (Ravens)
  3. Alex Smith (49ers)
  4. Matt Moore (Panthers)
  5. Tarvaris Jackson (Vikings)
  6. Tyler Thigpen (Dolphins)

Running Backs

  1.  DeAngelo Williams (Panthers)
  2. Ahmad Bradshaw (Giants)
  3. Cedric Benson (Bengals)
  4. Joseph Addai (Colts)
  5. Ronnie Brown (Dolphins)
  6. Darren Sproles (Chargers)

Fullbacks

  1. Vonta Leach (Texans)
  2. John Kuhn (Packers)
  3. Ron McClain (Ravens)
  4. Ahmad Hall (Titans)
  5. Heath Evans (Saints)
  6. Marcel Reece (Raiders)

Wide Receivers

  1. Santonio Holmes (Jets)
  2. Sidney Rice (Vikings)
  3. Steve Smith (Giants)
  4. Mike Sims-Walker (Jaguars)
  5. Braylon Edwards (Jets)
  6. Steve Breaston (Cardinals)

Tight Ends

  1. Zach Miller (Raiders)
  2. Kevin Boss (Giants)
  3. Owen Daniels (Texans) – renovou com os Texans por mais 4 anos
  4. Bo Scaife (Titans)
  5. Matt Spaeth (Steelers)
  6. Dante Rosario (Panthers)

Offensive Tackles

  1. Tyson Clabo (Falcons)
  2. Doug Free (Cowboys)
  3. Jared Gaither (Ravens)
  4. Matt Light (Patriots)
  5. Jeremy Trueblood (Buccaneers)
  6. Willie Colon (Steelers)

Guards / Centers

  1. Carl Nicks (Saints)
  2. Harvey Dahl (Falcons)
  3. Davin Joseph (Buccaneers)
  4. Olin Kreutz (Bears)
  5. Deuce Lutui (Cardinals)
  6. Justin Blalock (Falcons)

Defensive Tackles

  1. Aubrayo Franklin (49ers)
  2. Barry Coefield (Giants)
  3. Brandon Mebane (Seahawks)
  4. Anthony Adams (Bears)
  5. Alan Branch (Cardinals)
  6. Ron Edwards (Chiefs)

Defensive Ends

  1. Charles Johnson (Panthers)
  2. Cullen Jenkins (Packers)
  3. Ray Edwards (Vikings)
  4. Shaun Ellis (Jets)
  5. Marcus Spears (Cowboys)
  6. Anthony Hargrove (Saints)

Linebackers Externos

  1. Ernie Sims (Eagles)
  2. Manny Lawson (49ers)
  3. Rocky McIntosh (Redskins)
  4. James Anderson (Panthers)
  5. Quincy Black (Buccaneers)
  6. Justin Durant (Jaguars)

Linebackers Internos

  1. Barrett Ruud (Buccaneers)
  2. Stephen Tulloch (Titans)
  3. Paul Pozluzny (Bills)
  4. Kirk Morrison (Jaguars)
  5. Stephen Cooper (Chargers)
  6. D’Quell Jackson (Browns)

Cornerbacks

  1. Nnamdi Asomugha (Raiders)
  2. Champ Bailey (Broncos) – renovou com os Broncos por mais 4 anos
  3. Brent Grimes (Falcons)
  4. Ike Taylor (Steelers)
  5. Johnathan Joseph (Bengals)
  6. Antonio Cromartie (Jets)

Safeties

  1. Eric Weddle (Chargers)
  2. Quintin Mikell (Eagles)
  3. Michael Huff (Raiders)
  4. Gerald Sensabaugh (Cowboys)
  5. Tanard Jackson (Buccaneers)
  6. Dawan Landry (Ravens)

Especialistas

  1. David Akers (K – Eagles)
  2. Adam Podlesh (P – Jaguars)
  3. Jacoby Jones (PR – Texans)
  4. Sam Koch (P – Ravens)
  5. Ryan Longwell (K – Vikings)
  6. Danny Amendola (PR – Rams)

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Veteranos

Alguns veteranos terão dificuldade em encontrar bons contratos, especialmente em posições com grande número de jovens talentosos disponíveis, caso de Wide Receiver, onde Randy Moss e Terrell Owens, 2 dos melhores jogadores da última década, podem ficar em segundo plano.

Para complicar, teremos o possível retorno de 2 ex jogadores do New York Giants, afastados da NFL: Tiki Barber (RB) e Plaxico Buress (WR). O primeiro havia se aposentado, e o segundo estava preso por porte ilegal de arma.

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Trocas

Outra porta para reforços que se abrirá no fim do LOCKOUT é a de negociações entre times.

Quarterback será a posição mais visada para esse tipo de operação.

Nomes como Kevin Kolb (Eagles), Kyle Orton (Broncos), Donovan McNabb (Redskins) e Carson Palmer (Bengals) aparecem como prováveis candidatos a trocar de time.

Outros jogadores especulados: Chad Ochocinco (WR – Bengals), Steve Smith (WR – Panthers) e Albert Haynesworth (DT – Redskins).

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Punts – American Football League

Posted in Punts by JP
Jul 05 2011
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Em 1960 começou a operar a única liga de futebol americano que ameaçou de fato a soberania da NFL.

A American Football League abriu seu primeiro campeonato com 8 times, nas 2 maiores cidades do país (New York e Los Angeles) além de outras 6 que não tinham times na NFL.

Até a unificação das ligas, a disputa por jogadores se tornou acalorada, com a AFL conseguindo “roubar” alguns atletas de ponta da já estabelecida NFL, e se o nível dos jogos não chegou totalmente ao mesmo padrão, pelo menos incomodou.

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Times

Boston Patriots - desde a fundação da liga, em 1973 se tornaria o New England Patriots

Buffalo Bills - desde a fundação da liga

Cincinnati Bengals - último time a se juntar à AFL (1968)

Dallas Texans - desde a fundação da liga, em 1963 tornaria-se o Kansas City Chiefs

Denver Broncos - desde a fundação da liga

Houston Oilers - desde a fundação da liga, na década de 90 transformaria-se no Tennessee Titans

Los Angeles Chargers - desde a fundação da liga, no ano seguinte mudaria-se para San Diego

Miami Dolphins - iniciou suas atividades em 1966

New York Jets - desde a fundação da liga, porém começou com o nome de Titans

Oakland Raiders - desde a fundação da liga

Concorrência

A NFL percebendo logo que seu adversário não era formado por aventureiros despreparados, agiu rapidamente expandindo-se para locais que AFL visou, como a criação do Dallas Cowboys e atraindo um dos times que originalmente formaria a AFL, o Minnesota Vikings.

O grande desafio era atrair atletas para a nova liga, e os objetivos iniciais foram alcançados.

A AFL também usou o modelo de Draft adotado pela NFL, e no primeiro ano de existência, metade dos jogadores draftados pela NFL no seu primeiro round, acabaram assinando com a AFL, incluindo um futuro membro do HALL OF FAME, Ron Mix (OT – Chargers).

Muitas batalhas entre os times das 2 ligas foram travadas, e alguns casos ficaram famosos, como a assinatura de Joe Namath (QB), que preferiu assinar com os Jets, ao invés de entrar para a NFL, onde seus direitos pertenciam aos Cardinals.

Opostamente, Gale Sayers, considerado um dos mais sensacionais Running Backs de todos os tempos, rejeitou a proposta do Kansas City Chiefs, juntando-se ao Chicago Bears.

Algumas dos aspectos do esporte que vemos hoje em dia foram inovações trazidas pela AFL, como o tempo de jogo exposto no placar e a opção de conversão de 2 pontos após o TD.

A NFL adaptou até o formato do calendário, adicionando 2 partidas por ano, para igualar-se as 14 jogadas na AFL.

O próprio modelo econômico de divisão de receitas entre os times, principalmente às originadas por contratos de TV, foi uma idéia da AFL, equilibrando as finanças de seus membros.

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Campeões

Veja a relação dos campeões da AFL:

1960 – Houston Oilers
1961 – Houston Oilers
1962 – Dallas Texans
1963 – San Diego Chargers
1964 – Buffalo Bills
1965 – Buffalo Bills
1966 – Kansas City Chiefs
1967 – Oakland Raiders
1968 – New York Jets
1969 – Kansas City Chiefs

Unificação das Ligas

Ironicamente, o ano de 1966 marcou o auge e o fim na rivalidade das 2 ligas.

Se agora sob o comando do novo comissário Al Davis (dono dos Raiders até hoje), a AFL partiu em busca de jogadores já estabelecidos na NFL, conseguindo neste período migrar 7 Quarterbacks, secretamente donos de times dos 2 lados costuravam a junção das ligas.

Sem o conhecimento de Davis ou Pete Rozelle (comissário da NFL), um grupo de donos assinaram a junção, forçando os demais a seguir seus passos. Sob protesto, Davis renunciou a seu cargo.

O acordo incluía uma indenização que a AFL pagaria no valor de US$18 milhões, e a criação do SUPER BOWL, com os campeões das ligas se enfrentando em campo neutro.

Os 2 primeiros SUPER BOWLs foram vencidos facilmente pelo Green Bay Packers, então dirigido pelo lendário HEAD COACH Vince Lombardi, confirmando a percepção de superioridade dos times da NFL.

O terceiro confronto marcou a primeira vitória da AFL, depois de uma das maiores zebras da história do esporte, quando o New York Jets superou o Baltimore Colts (atualmente em Indianapolis), cuja partida ficou ainda mais famosa pela garantia de vitória dada por Namath, numa entrevista dias antes.

Esse período de transição durou até 1970, quando a NFL passou a ter 2 conferências de 13 times. Os voluntários para entrar na AFC foram Cleveland Browns, Pittsburgh Steelers e Baltimore Colts.

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Punts – Proteção ao Passe

Posted in Punts by JP
Jun 28 2011
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O caminho para vencer no futebol americano, está no domínio da “trincheira”, o espaço na linha de Scrimmage onde as linhas ofensivas e defensivas se confrontam.

Semana passada, vimos algumas formas de BLITZ, os artifícios que as defesas usam para aumentar a pressão sobre os Quarterbacks adversários.

Hoje veremos algumas técnicas de proteção ao Quarterback, dando tempo para que ele execute o melhor passe, e para os demais jogadores de ataque correrem suas rotas programadas.

Basicamente o esquema de proteção pode ser individual, por zona ou híbrido entre os dois.

Na NFL, além da linha ofensiva outros jogadores precisam estar envolvidos nesse esforço, já que as BLITZES são mais comuns e sofisticadas do que em outras modalidades do esporte.

Tight Ends, Running Backs e Fullbacks têm responsabilidades pré-definidas na proteção, e muitas vezes antes de buscarem suas rotas, devem checar se determinado defensor veio na pressão ao Quarterback.

Três conceitos são importantes ao se estabelecer a proteção para o passe:

1) BLINDSIDE

Normalmente o Quarterback vai virar o corpo pro lado em que sua primeira opção de passe corre sua rota, deixando o trabalho no lado contrário do POCKET mais crítico, pois ele não consegue ver se algum defensor levou vantagem.

Esse lado, chamado BLINDSIDE, deve ser reforçado com protetores extras.

2) INSIDE – OUT

Pressão pelo interior da linha ofensiva é mais perigosa do que a externa, porque acontece mais rápida, destruindo o timming da jogada.

A prioridade do protetor quando enfrenta o jogador de defesa é sempre empurrá-lo o mais longe possível do Quarterback, ou fechar o caminho mais curto.

3) HOT READS

O Quarterback precisa verificar a movimentação da defesa, chamando a proteção certa em cada lance, e tendo na “manga” alguma alternativa de passe rápido, caso se sinta pressionado.

Nem sempre os sacks são falhas de proteção, mas também acontecem por insensibilidade do Quarterback.

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BOB

O esquema de confronto homem-a-homem mais aceito é o BOB (Big on Big), em que os jogadores da linha ofensiva assumem responsabilidade sobre os adversários da linha defensiva, equiparando o tipo físico.

A figura abaixo mostra esse confronto, quando a defesa joga no esquema 4 x 3:

Contra esta defesa base com 4 jogadores na linha defensiva, sobraria um protetor, o Center, que vai se responsabilizar pelo Linebacker interno.

Se este jogador não vier na pressão ao Quarterback, o Center vai ajudar o Guard que estiver em maior dificuldade contra os Defensive Tackles.

Os Backs têm uma tripla função: 1) defender a BLITZ do Linebacker externo do seu setor; se não 2) ajudar o protetor à sua frente em dificuldade; se não 3) sair em sua rota de passe.

Normalmente, o Linebacker a ser coberto pelo 5º jogador da linha ofensiva é o central, mas isso pode ser alterado tanto na esquematização da jogada, como na própria linha de Scrimmage, se o Quarterback perceber uma movimentação “suspeita” da defesa. Nesse caso, o Center assume um dos Defensive Tackles.

Uma outra alternativa é o uso de DOUBLE TEAMs, programando o Center para assumir um dos Defensive Tackle junto com o Guard, quando esse DT vem levando vantagem durante a partida, ou se é notoriamente difícil de ser contido como Richard Seymour (Raiders) ou Kevin Williams (Vikings).

A figura abaixo mostra um exemplo de confronto quando a defesa joga no 3 x 4:

Aqui, além dos 3 jogadores da linha defensiva, 1 Linebacker externo e 1 interno estarão sob responsabilidade da linha ofensiva, enquanto o outro Linebacker externo será combatido pelo Tight End.

Qualquer combinação de confrontos diretos pode ser pré-estipulada, mas não se pode perder o foco inicial do BOB: tamanho x tamanho.

Na variação abaixo, os 2 Guards terão como primeira função conter BLITZES dos Linebackers internos, se algum deles não vier, o Guard correspondente auxilia o Center com o Nose Tackle. Já os 2 Linebackers externos ficam com o Tight End e o Running Back.

Outro fator quando se define o tipo de proteção é o DUAL READ. Alguns jogadores podem receber mais de 1 defensor como responsabilidade de contenção.

Geralmente isso é dado a Running Backs, pois como estão fora da linha de Scrimmage, eles têm mais tempo para analisar o lance.

No caso abaixo, ao liberar o Tight End para correr sua rota no momento do SNAP, o Running Back ficou responsável pelos 2 Linebackers internos.

Caso a responsabilidade seja por um Linebacker interno e 1 externo, a sua prioridade deve ser o central, já que ele é um perigo mais eminente para o Quarterback.

Nesses casos o QB precisa estar ciente do DUAL READ, e manter sempre a atenção nesse confornto, para soltar a bola rápido se ambos os jogadores estiverem na BLITZ.

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Slide

Uma das técnicas de proteção por zona é o SLIDE, uma movimentação lateral (direita ou esquerda) de certos jogadores da linha ofensiva, fechando determinado GAP.

A idéia com esse passo lateral é colocar o jogador da linha ofensiva em frente a seu oponente que estava alinhado num GAP, e assim tomando a iniciativa no lance.

A figura abaixo mostra um HALF-SLIDE, quando parte da linha ofensiva, se movimenta lateralmente, deixando 1 ou mais jogadores do POCKET com marcação individual.

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Área

Aqui se define que jogadores ocuparam qual espaço na proteção, ou seja, qual será responsável por cada GAP, recuando na formação do POCKET.

Esse esquema não tem sido usado com frequência na NFL, porque as defesas ao identificarem-no, acabam procurando os chamados “mismatches“, ou seja colocar atletas com disparidades físicas em confronto direto.

Por exemplo, um Defensive End de 12o kgs tende a levar vantagem sob um Running Back bem menor.

Os jogadores também podem ser divididos em 2 áreas, sem ter os GAPs como a responsabilidade principal, mas sim os defensores que vierem naquele espaço, como a figura abaixo:

O Center nessa hipótese acima é o primeiro jogador sem um defensor direto à sua frente, então ele faz um SLIDE para um dos lados, selando essa área. Os Backs devem checar BLITZ antes de sair em suas rotas.

Dessa forma podemos chegar à próxima estratégia: a híbrida.

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Combo

Bastante comum é o uso de mais de um tipo de proteção no mesmo lance.

No exemplo abaixo, vemos o lado esquerdo da linha ofensiva atuando em área, com a formação de um mini pocket. O Left Tackle e o Left Guard fazem um SLIDE, e o Fullback entra ao lado do Center.

Do outro lado, os confrontos serão homem-a-homem, e cabe ao Running Back checar se alguém foi batido na proteção, lembrando sempre do conceito INSIDE – OUT.

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Existem outros tipos de proteção, mas os fundamentos para que qualquer esquema funcione são os mesmos. Envolvem disciplina, conhecimento das responsabilidades e possibilidades de ajuda, leitura da movimentação adversária antes do SNAP, e talento individual.

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Punts – Blitzkrieg

Posted in Punts by JP
Jun 21 2011
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BLITZ é a forma de pressionar o Quarterback adversário com outros jogadores da defesa que não os da linha defensiva, tendo o nome inspirado na estratégia usada pela Alemanha nazista na invasão da Polônia que marcou o início da II Guerra Mundial.

As diversas táticas de BLITZ procuram deixar o Quarterback e sua proteção em dúvida de quais jogadores estarão envolvidos, e quais ficarão na cobertura.

Além da linha ofensiva, quem tem um papel fundamental na proteção é o Running Back, que deve direcionar-se para o primeiro jogador que furar o bloqueio do POCKET.

Essas BLITZES podem envolver um sem fim número de jogadores, em seus esquemas, mas o mais comum é que tragam 5 deles no intuito de chegar até o QB, e interromper a jogada.

Obviamente, quantos mais jogadores partirem em “busca” do Quarterback, menos estarão ocupando espaços na cobertura defensiva.

Para confundir a proteção, os coordenadores defensivos mesclam quais os atletas envolvem nesse tipo de situação. Uma forma de conseguir isso sem deixar buracos na marcação, é determinar que 1 ou mais jogadores da linha defensiva, assuma uma área para cobertura, que normalmente seria ocupada por um Linebacker ou um Safety.

Vamos a uma breve explicação do conceito de GAPs, e algumas estratégias de BLITZES:

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GAPs

Os GAPs são os espaços entre os jogadores de ataque posicionados na “trincheira” (área onde é realizada o SNAP), incluindo a linha ofensiva e o Tight End.

Eles direcionam a movimentação nas estratégias de BLITZ, bem como no jogo de corridas.

Existem várias formas de nominar os GAPs, usando números e letras. A que mais gosto é a abaixo:

Os números ímpares são os espaços entre os jogadores à direita do Center (o tendo como referência!!!), e os pares os do lado esquerdo.

Repare que o GAP 8 raramente é mencionado, pois o alinhamento normal do Tight End é no lado direito do Center, ficando restrito às situações ocasionais, ou quando a formação inclui 2 TEs.

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3 x 4 – Safety Blitz

A figura abaixo mostra uma BLITZ a partir da base 3 x 4, que envolverá 2 homens da linha defensiva, 1 dos Linebackers externos, 1 dos Linebackers internos e 1 dos Safeties.

A idéia é ocupar os jogadores da linha ofensiva atacando os GAPs do meio, e deixar o GAP 6 aberto para o Safety.

A cobertura contará com 6 homens em Zona. O Defensive End da esquerda cairá no FLAT, bem como o Linebacker externo da direita.

Os 2 Cornerbacks e o outro Safety assumirão o posicionamento da Cover-3.

Frequentemente vemos esse tipo de BLITZ ser usado pelo Pittsburgh Steelers e Arizona Cardinals.

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Tampa -2 Blitz

A defesa TAMPA-2 é conservadora em termos de BLITZ, concentrando 7 jogadores na marcação, com a responsabilidade de pressionar o Quarterback adversário quase que inteiramente nos ombros da linha defensiva.

Mas em certos momentos, elas são usadas para surpreender a proteção, como na figura abaixo:

O Linebacker externo do WEAK SIDE (direita da defesa) aproveita uma hipotética dupla marcação ao Defensive Tackle pelo Center junto com o Right Guard, para invadir o GAP 2.

Os Cornerbacks e os Safeties, passam a assumir um posicionamento de Cover-2, ligeiramente diferente do normal do sistema TAMPA-2, quando os Safeties abrem mais para as laterais do campo.

Esse é um tipo de BLITZ usado regularmente pelo Minnesota Vikings e Tampa Bay Buccaneers. Os Buccaneers em específico gostam de envolver o Cornerback Ronde Barber em certas situações.

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Dime Blitz

Já tínhamos visto um exemplo de BLITZ a partir da formação NICKEL, mas ocasionalmente ela também pode acontecer quando a defesa entra em DIME.

No caso da figura abaixo, o time retirou de campo 1 Linebacker externo e um Defensive End para a entrada de 2 Cornerbacks extras.

Os 2 jogadores da linha defensiva vão procurar GAPs de contenção, ou seja, induzir o Quarterback a se manter no meio do POCKET, onde justamente virá o grosso da pressão.

Pelo GAP 4, um dos Cornerbacks atrairá a atenção do Guard, mas o chumbo grosso acontecerá pelo GAP 2. Por ali, avançarão os 2 Linebackers internos, com o segundo deles alguns instantes depois do primeiro.

Os demais defensores assumirão uma cobertura Cover-3.

Esse é um tipo de BLITZ usado por times como o Baltimore Ravens e New York Jets.

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All Out Blitz

Esse esquema existe no PLAYBOOK defensivo de todos os times, mas pelo risco envolvido, acaba sendo usado somente em situações emergenciais.

A idéia é ocupar todos os GAPs, colocando os defensores em confronto direto com os jogadores envolvidos na proteção.

O Linebacker externo do STRONG SIDE (esquerda da defesa) deve indicar que virá na BLITZ, prendendo o Tight End no POCKET.

Como nesse exemplo, o ataque estava com uma formação com 3 Wide Receivers, a defesa entrou em NICKEL, e seus 3 Cornerbacks marcaram os WRs individualmente, tendo 1 Safety na sobra (Cover-1).

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Disguise

Uma das consequências das BLITZES, manter jogadores presos na proteção, ao invés de se tornarem alvos de passe (Tight Ends e/ou Running Backs), pode ser conseguida somente com uma sugestão de BLITZ.

Na figura acima, 2 dos Linebackers se aproximam da linha de Scrimmage antes do SNAP, indicando que pressionariam o Quarterback, mas depois que o lance teve início, eles reassumem suas funções na cobertura.

Constantemente vemos esse tipo de movimentação com os Linebackers do Chicago Bears Brian Urlacher e Lance Briggs.

Esses foram apenas algumas das BLITZES usadas pelos coordenadores defensivos, que a cada ano criam novas maneiras de surpreender os coordenadores ofensivos, e seus esquemas de proteção.

O uso de BLITZ também é efetivo no combate ao jogo de corridas, pois ambos usam o conceito de GAPs, e ao tentar penetrar neles, os defensores estão também fechando os caminhos do Running Back.

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