10 Jardas

10 Jardas

  • Home
  • Viagem
  • Grupos Fantasy Football
  • Calendário
  • Sigla das Posições
  • FA no Brasil
  • Links
  • Perfil
  • Fui no Estádio
  • Contato

Punts – Free Agents

Posted in Punts by JP
Jul 12 2011
TrackBack Address.

Com os últimos detalhes do acordo sindical entre NFL e atletas próximos a serem resolvidos, um importante período se abrirá: o de contratação dos jogadores desvinculados a qualquer time, a chamada FREE AGENCY.

Essa será uma oportunidade para os times buscarem reforços e cobrirem suas carências.

Algumas regras de como esse mercado será regido, só saberemos depois dos detalhes da negociação serem anunciados, mas podemos especular.

Provavelmente, o SALARY CAP, número regulador de valores para a folha salarial dos times, deve girar entre US$120 a 130 Milhões, e determinados times como o Dallas Cowboys e Oakland Raiders, já estão comprometidos com números altos, limitando suas movimentações.

.

Quem serão os Free Agents?

Conforme as notícias iniciais sobre o acordo sendo costurado, jogadores com contrato expirado, após 4 ou mais anos de serviço a NFL, estarão livres para negociar com seus futuros times.

Pela norma em vigor ano passado, atípicas por ser o último ano do acordo sindical anterior, os jogadores com 4 anos de serviços foram considerados restritos.

Isso quer dizer que seus times originais tinham a possibilidade de cobrir qualquer oferta feita por eles, ou indicar um salário fixado pela NFL, válido por um ano.

Resultado: o mercado será inundado por diversos atletas livres. Os desse ano, mais os que estariam disponíveis ano passado.

.

Undrafted

Outros jogadores livres para assinar com quem lhes apresentar a melhor proposta são os UNDRAFTED, os que ninguém arriscou um PICK no último Draft.

Vários craques da NFL passaram por essa situação como James Harrison (OLB – Steelers), Antonio Gates (TE – Chargers)ou Tony Romo (QB – Cowboys), entre outros.

Veremos dezenas desses atletas assinado com as equipes em busca de redenção. Alguns deles:

  • Pat Devlin (QB)
  • Derrick Locke (RB)
  • DeAndre Brown (WR)
  • Willie Smith (OT)
  • Tim Barnes (C)
  • Ian Williams (DT)
  • Mark Herzlich (LB)
  • Joe Lefeged (S)
  • Kendrick Burney (CB)

.

Franchise TAG

Uma forma dos times preservarem seus melhores jogadores é o uso da FRANCHISE TAG.

Cada time pode uma vez por ano, designar um jogador para receber essa TAG.

Assim ele pode negociar com outra equipe, porém assim como nos jogadores de contrato restrito, seu time pode cobrir a proposta. Caso não cubra, e esse jogador vá para algum adversário, esse outro time tem que ceder seus PICKs no primeiro round dos próximos 2 Drafts.

Ou seja, quase nunca isso acontece, a não ser que um preço menor rigoroso seja negociado entre as 2 esquipes.

Esses são os jogadores que esse ano receberam a FRANCHISE TAG:

  • Indianapolis Colts – Peyton Manning (QB)
  • Philadelphia Eagles – Michael Vick (QB)
  • San Diego Chargers – Vincent Jackson (WR)
  • Jacksonville Jaguars – Marcedes Lewis (TE)
  • New England Patriots – Logan Mankins (G)
  • Carolina Panthers – Ryan Kalil (C)
  • Baltimore Ravens – Haloti Ngata (DT)
  • Miami Dolphins – Paul Soliai (DT)
  • Pittsburgh Steelers – Lamarr Woodley (OLB)
  • New York Jets – David Harris (LB)
  • Kansas City Chiefs – Tamba Hali (LB)
  • Minnesota Vikings – Chad Greenway (LB)
  • Oakland Raiders – Kamerion Wimbley (OLB)
  • Cleveland Browns – Phil Dawson (K)

.

Lista de Free Agents

Abaixo vou relacionar por posição, os jogadores TOP projetados para serem FREE AGENTs (entre parênteses, seu último time):

Quarterbacks

  1. Matt Hasselbeck (Seahawks)
  2. Marc Bulger (Ravens)
  3. Alex Smith (49ers)
  4. Matt Moore (Panthers)
  5. Tarvaris Jackson (Vikings)
  6. Tyler Thigpen (Dolphins)

Running Backs

  1.  DeAngelo Williams (Panthers)
  2. Ahmad Bradshaw (Giants)
  3. Cedric Benson (Bengals)
  4. Joseph Addai (Colts)
  5. Ronnie Brown (Dolphins)
  6. Darren Sproles (Chargers)

Fullbacks

  1. Vonta Leach (Texans)
  2. John Kuhn (Packers)
  3. Ron McClain (Ravens)
  4. Ahmad Hall (Titans)
  5. Heath Evans (Saints)
  6. Marcel Reece (Raiders)

Wide Receivers

  1. Santonio Holmes (Jets)
  2. Sidney Rice (Vikings)
  3. Steve Smith (Giants)
  4. Mike Sims-Walker (Jaguars)
  5. Braylon Edwards (Jets)
  6. Steve Breaston (Cardinals)

Tight Ends

  1. Zach Miller (Raiders)
  2. Kevin Boss (Giants)
  3. Owen Daniels (Texans) – renovou com os Texans por mais 4 anos
  4. Bo Scaife (Titans)
  5. Matt Spaeth (Steelers)
  6. Dante Rosario (Panthers)

Offensive Tackles

  1. Tyson Clabo (Falcons)
  2. Doug Free (Cowboys)
  3. Jared Gaither (Ravens)
  4. Matt Light (Patriots)
  5. Jeremy Trueblood (Buccaneers)
  6. Willie Colon (Steelers)

Guards / Centers

  1. Carl Nicks (Saints)
  2. Harvey Dahl (Falcons)
  3. Davin Joseph (Buccaneers)
  4. Olin Kreutz (Bears)
  5. Deuce Lutui (Cardinals)
  6. Justin Blalock (Falcons)

Defensive Tackles

  1. Aubrayo Franklin (49ers)
  2. Barry Coefield (Giants)
  3. Brandon Mebane (Seahawks)
  4. Anthony Adams (Bears)
  5. Alan Branch (Cardinals)
  6. Ron Edwards (Chiefs)

Defensive Ends

  1. Charles Johnson (Panthers)
  2. Cullen Jenkins (Packers)
  3. Ray Edwards (Vikings)
  4. Shaun Ellis (Jets)
  5. Marcus Spears (Cowboys)
  6. Anthony Hargrove (Saints)

Linebackers Externos

  1. Ernie Sims (Eagles)
  2. Manny Lawson (49ers)
  3. Rocky McIntosh (Redskins)
  4. James Anderson (Panthers)
  5. Quincy Black (Buccaneers)
  6. Justin Durant (Jaguars)

Linebackers Internos

  1. Barrett Ruud (Buccaneers)
  2. Stephen Tulloch (Titans)
  3. Paul Pozluzny (Bills)
  4. Kirk Morrison (Jaguars)
  5. Stephen Cooper (Chargers)
  6. D’Quell Jackson (Browns)

Cornerbacks

  1. Nnamdi Asomugha (Raiders)
  2. Champ Bailey (Broncos) – renovou com os Broncos por mais 4 anos
  3. Brent Grimes (Falcons)
  4. Ike Taylor (Steelers)
  5. Johnathan Joseph (Bengals)
  6. Antonio Cromartie (Jets)

Safeties

  1. Eric Weddle (Chargers)
  2. Quintin Mikell (Eagles)
  3. Michael Huff (Raiders)
  4. Gerald Sensabaugh (Cowboys)
  5. Tanard Jackson (Buccaneers)
  6. Dawan Landry (Ravens)

Especialistas

  1. David Akers (K – Eagles)
  2. Adam Podlesh (P – Jaguars)
  3. Jacoby Jones (PR – Texans)
  4. Sam Koch (P – Ravens)
  5. Ryan Longwell (K – Vikings)
  6. Danny Amendola (PR – Rams)

.

Veteranos

Alguns veteranos terão dificuldade em encontrar bons contratos, especialmente em posições com grande número de jovens talentosos disponíveis, caso de Wide Receiver, onde Randy Moss e Terrell Owens, 2 dos melhores jogadores da última década, podem ficar em segundo plano.

Para complicar, teremos o possível retorno de 2 ex jogadores do New York Giants, afastados da NFL: Tiki Barber (RB) e Plaxico Buress (WR). O primeiro havia se aposentado, e o segundo estava preso por porte ilegal de arma.

.

Trocas

Outra porta para reforços que se abrirá no fim do LOCKOUT é a de negociações entre times.

Quarterback será a posição mais visada para esse tipo de operação.

Nomes como Kevin Kolb (Eagles), Kyle Orton (Broncos), Donovan McNabb (Redskins) e Carson Palmer (Bengals) aparecem como prováveis candidatos a trocar de time.

Outros jogadores especulados: Chad Ochocinco (WR – Bengals), Steve Smith (WR – Panthers) e Albert Haynesworth (DT – Redskins).

.

—– Próximo Post: Boletim NCAA —–
7 Comments »

Punts – American Football League

Posted in Punts by JP
Jul 05 2011
TrackBack Address.

Em 1960 começou a operar a única liga de futebol americano que ameaçou de fato a soberania da NFL.

A American Football League abriu seu primeiro campeonato com 8 times, nas 2 maiores cidades do país (New York e Los Angeles) além de outras 6 que não tinham times na NFL.

Até a unificação das ligas, a disputa por jogadores se tornou acalorada, com a AFL conseguindo “roubar” alguns atletas de ponta da já estabelecida NFL, e se o nível dos jogos não chegou totalmente ao mesmo padrão, pelo menos incomodou.

.

Times

Boston Patriots - desde a fundação da liga, em 1973 se tornaria o New England Patriots

Buffalo Bills - desde a fundação da liga

Cincinnati Bengals - último time a se juntar à AFL (1968)

Dallas Texans - desde a fundação da liga, em 1963 tornaria-se o Kansas City Chiefs

Denver Broncos - desde a fundação da liga

Houston Oilers - desde a fundação da liga, na década de 90 transformaria-se no Tennessee Titans

Los Angeles Chargers - desde a fundação da liga, no ano seguinte mudaria-se para San Diego

Miami Dolphins - iniciou suas atividades em 1966

New York Jets - desde a fundação da liga, porém começou com o nome de Titans

Oakland Raiders - desde a fundação da liga

Concorrência

A NFL percebendo logo que seu adversário não era formado por aventureiros despreparados, agiu rapidamente expandindo-se para locais que AFL visou, como a criação do Dallas Cowboys e atraindo um dos times que originalmente formaria a AFL, o Minnesota Vikings.

O grande desafio era atrair atletas para a nova liga, e os objetivos iniciais foram alcançados.

A AFL também usou o modelo de Draft adotado pela NFL, e no primeiro ano de existência, metade dos jogadores draftados pela NFL no seu primeiro round, acabaram assinando com a AFL, incluindo um futuro membro do HALL OF FAME, Ron Mix (OT – Chargers).

Muitas batalhas entre os times das 2 ligas foram travadas, e alguns casos ficaram famosos, como a assinatura de Joe Namath (QB), que preferiu assinar com os Jets, ao invés de entrar para a NFL, onde seus direitos pertenciam aos Cardinals.

Opostamente, Gale Sayers, considerado um dos mais sensacionais Running Backs de todos os tempos, rejeitou a proposta do Kansas City Chiefs, juntando-se ao Chicago Bears.

Algumas dos aspectos do esporte que vemos hoje em dia foram inovações trazidas pela AFL, como o tempo de jogo exposto no placar e a opção de conversão de 2 pontos após o TD.

A NFL adaptou até o formato do calendário, adicionando 2 partidas por ano, para igualar-se as 14 jogadas na AFL.

O próprio modelo econômico de divisão de receitas entre os times, principalmente às originadas por contratos de TV, foi uma idéia da AFL, equilibrando as finanças de seus membros.

.

Campeões

Veja a relação dos campeões da AFL:

1960 – Houston Oilers
1961 – Houston Oilers
1962 – Dallas Texans
1963 – San Diego Chargers
1964 – Buffalo Bills
1965 – Buffalo Bills
1966 – Kansas City Chiefs
1967 – Oakland Raiders
1968 – New York Jets
1969 – Kansas City Chiefs

Unificação das Ligas

Ironicamente, o ano de 1966 marcou o auge e o fim na rivalidade das 2 ligas.

Se agora sob o comando do novo comissário Al Davis (dono dos Raiders até hoje), a AFL partiu em busca de jogadores já estabelecidos na NFL, conseguindo neste período migrar 7 Quarterbacks, secretamente donos de times dos 2 lados costuravam a junção das ligas.

Sem o conhecimento de Davis ou Pete Rozelle (comissário da NFL), um grupo de donos assinaram a junção, forçando os demais a seguir seus passos. Sob protesto, Davis renunciou a seu cargo.

O acordo incluía uma indenização que a AFL pagaria no valor de US$18 milhões, e a criação do SUPER BOWL, com os campeões das ligas se enfrentando em campo neutro.

Os 2 primeiros SUPER BOWLs foram vencidos facilmente pelo Green Bay Packers, então dirigido pelo lendário HEAD COACH Vince Lombardi, confirmando a percepção de superioridade dos times da NFL.

O terceiro confronto marcou a primeira vitória da AFL, depois de uma das maiores zebras da história do esporte, quando o New York Jets superou o Baltimore Colts (atualmente em Indianapolis), cuja partida ficou ainda mais famosa pela garantia de vitória dada por Namath, numa entrevista dias antes.

Esse período de transição durou até 1970, quando a NFL passou a ter 2 conferências de 13 times. Os voluntários para entrar na AFC foram Cleveland Browns, Pittsburgh Steelers e Baltimore Colts.

.

—– Próximo Post: Boletim NCAA —–
4 Comments »

Punts – Proteção ao Passe

Posted in Punts by JP
Jun 28 2011
TrackBack Address.

O caminho para vencer no futebol americano, está no domínio da “trincheira”, o espaço na linha de Scrimmage onde as linhas ofensivas e defensivas se confrontam.

Semana passada, vimos algumas formas de BLITZ, os artifícios que as defesas usam para aumentar a pressão sobre os Quarterbacks adversários.

Hoje veremos algumas técnicas de proteção ao Quarterback, dando tempo para que ele execute o melhor passe, e para os demais jogadores de ataque correrem suas rotas programadas.

Basicamente o esquema de proteção pode ser individual, por zona ou híbrido entre os dois.

Na NFL, além da linha ofensiva outros jogadores precisam estar envolvidos nesse esforço, já que as BLITZES são mais comuns e sofisticadas do que em outras modalidades do esporte.

Tight Ends, Running Backs e Fullbacks têm responsabilidades pré-definidas na proteção, e muitas vezes antes de buscarem suas rotas, devem checar se determinado defensor veio na pressão ao Quarterback.

Três conceitos são importantes ao se estabelecer a proteção para o passe:

1) BLINDSIDE

Normalmente o Quarterback vai virar o corpo pro lado em que sua primeira opção de passe corre sua rota, deixando o trabalho no lado contrário do POCKET mais crítico, pois ele não consegue ver se algum defensor levou vantagem.

Esse lado, chamado BLINDSIDE, deve ser reforçado com protetores extras.

2) INSIDE – OUT

Pressão pelo interior da linha ofensiva é mais perigosa do que a externa, porque acontece mais rápida, destruindo o timming da jogada.

A prioridade do protetor quando enfrenta o jogador de defesa é sempre empurrá-lo o mais longe possível do Quarterback, ou fechar o caminho mais curto.

3) HOT READS

O Quarterback precisa verificar a movimentação da defesa, chamando a proteção certa em cada lance, e tendo na “manga” alguma alternativa de passe rápido, caso se sinta pressionado.

Nem sempre os sacks são falhas de proteção, mas também acontecem por insensibilidade do Quarterback.

.

BOB

O esquema de confronto homem-a-homem mais aceito é o BOB (Big on Big), em que os jogadores da linha ofensiva assumem responsabilidade sobre os adversários da linha defensiva, equiparando o tipo físico.

A figura abaixo mostra esse confronto, quando a defesa joga no esquema 4 x 3:

Contra esta defesa base com 4 jogadores na linha defensiva, sobraria um protetor, o Center, que vai se responsabilizar pelo Linebacker interno.

Se este jogador não vier na pressão ao Quarterback, o Center vai ajudar o Guard que estiver em maior dificuldade contra os Defensive Tackles.

Os Backs têm uma tripla função: 1) defender a BLITZ do Linebacker externo do seu setor; se não 2) ajudar o protetor à sua frente em dificuldade; se não 3) sair em sua rota de passe.

Normalmente, o Linebacker a ser coberto pelo 5º jogador da linha ofensiva é o central, mas isso pode ser alterado tanto na esquematização da jogada, como na própria linha de Scrimmage, se o Quarterback perceber uma movimentação “suspeita” da defesa. Nesse caso, o Center assume um dos Defensive Tackles.

Uma outra alternativa é o uso de DOUBLE TEAMs, programando o Center para assumir um dos Defensive Tackle junto com o Guard, quando esse DT vem levando vantagem durante a partida, ou se é notoriamente difícil de ser contido como Richard Seymour (Raiders) ou Kevin Williams (Vikings).

A figura abaixo mostra um exemplo de confronto quando a defesa joga no 3 x 4:

Aqui, além dos 3 jogadores da linha defensiva, 1 Linebacker externo e 1 interno estarão sob responsabilidade da linha ofensiva, enquanto o outro Linebacker externo será combatido pelo Tight End.

Qualquer combinação de confrontos diretos pode ser pré-estipulada, mas não se pode perder o foco inicial do BOB: tamanho x tamanho.

Na variação abaixo, os 2 Guards terão como primeira função conter BLITZES dos Linebackers internos, se algum deles não vier, o Guard correspondente auxilia o Center com o Nose Tackle. Já os 2 Linebackers externos ficam com o Tight End e o Running Back.

Outro fator quando se define o tipo de proteção é o DUAL READ. Alguns jogadores podem receber mais de 1 defensor como responsabilidade de contenção.

Geralmente isso é dado a Running Backs, pois como estão fora da linha de Scrimmage, eles têm mais tempo para analisar o lance.

No caso abaixo, ao liberar o Tight End para correr sua rota no momento do SNAP, o Running Back ficou responsável pelos 2 Linebackers internos.

Caso a responsabilidade seja por um Linebacker interno e 1 externo, a sua prioridade deve ser o central, já que ele é um perigo mais eminente para o Quarterback.

Nesses casos o QB precisa estar ciente do DUAL READ, e manter sempre a atenção nesse confornto, para soltar a bola rápido se ambos os jogadores estiverem na BLITZ.

.

Slide

Uma das técnicas de proteção por zona é o SLIDE, uma movimentação lateral (direita ou esquerda) de certos jogadores da linha ofensiva, fechando determinado GAP.

A idéia com esse passo lateral é colocar o jogador da linha ofensiva em frente a seu oponente que estava alinhado num GAP, e assim tomando a iniciativa no lance.

A figura abaixo mostra um HALF-SLIDE, quando parte da linha ofensiva, se movimenta lateralmente, deixando 1 ou mais jogadores do POCKET com marcação individual.

.

Área

Aqui se define que jogadores ocuparam qual espaço na proteção, ou seja, qual será responsável por cada GAP, recuando na formação do POCKET.

Esse esquema não tem sido usado com frequência na NFL, porque as defesas ao identificarem-no, acabam procurando os chamados “mismatches“, ou seja colocar atletas com disparidades físicas em confronto direto.

Por exemplo, um Defensive End de 12o kgs tende a levar vantagem sob um Running Back bem menor.

Os jogadores também podem ser divididos em 2 áreas, sem ter os GAPs como a responsabilidade principal, mas sim os defensores que vierem naquele espaço, como a figura abaixo:

O Center nessa hipótese acima é o primeiro jogador sem um defensor direto à sua frente, então ele faz um SLIDE para um dos lados, selando essa área. Os Backs devem checar BLITZ antes de sair em suas rotas.

Dessa forma podemos chegar à próxima estratégia: a híbrida.

.

Combo

Bastante comum é o uso de mais de um tipo de proteção no mesmo lance.

No exemplo abaixo, vemos o lado esquerdo da linha ofensiva atuando em área, com a formação de um mini pocket. O Left Tackle e o Left Guard fazem um SLIDE, e o Fullback entra ao lado do Center.

Do outro lado, os confrontos serão homem-a-homem, e cabe ao Running Back checar se alguém foi batido na proteção, lembrando sempre do conceito INSIDE – OUT.

.

Existem outros tipos de proteção, mas os fundamentos para que qualquer esquema funcione são os mesmos. Envolvem disciplina, conhecimento das responsabilidades e possibilidades de ajuda, leitura da movimentação adversária antes do SNAP, e talento individual.

.

—– Próximo Post: Boletim NCAA —–
3 Comments »

Punts – Blitzkrieg

Posted in Punts by JP
Jun 21 2011
TrackBack Address.

BLITZ é a forma de pressionar o Quarterback adversário com outros jogadores da defesa que não os da linha defensiva, tendo o nome inspirado na estratégia usada pela Alemanha nazista na invasão da Polônia que marcou o início da II Guerra Mundial.

As diversas táticas de BLITZ procuram deixar o Quarterback e sua proteção em dúvida de quais jogadores estarão envolvidos, e quais ficarão na cobertura.

Além da linha ofensiva, quem tem um papel fundamental na proteção é o Running Back, que deve direcionar-se para o primeiro jogador que furar o bloqueio do POCKET.

Essas BLITZES podem envolver um sem fim número de jogadores, em seus esquemas, mas o mais comum é que tragam 5 deles no intuito de chegar até o QB, e interromper a jogada.

Obviamente, quantos mais jogadores partirem em “busca” do Quarterback, menos estarão ocupando espaços na cobertura defensiva.

Para confundir a proteção, os coordenadores defensivos mesclam quais os atletas envolvem nesse tipo de situação. Uma forma de conseguir isso sem deixar buracos na marcação, é determinar que 1 ou mais jogadores da linha defensiva, assuma uma área para cobertura, que normalmente seria ocupada por um Linebacker ou um Safety.

Vamos a uma breve explicação do conceito de GAPs, e algumas estratégias de BLITZES:

.

GAPs

Os GAPs são os espaços entre os jogadores de ataque posicionados na “trincheira” (área onde é realizada o SNAP), incluindo a linha ofensiva e o Tight End.

Eles direcionam a movimentação nas estratégias de BLITZ, bem como no jogo de corridas.

Existem várias formas de nominar os GAPs, usando números e letras. A que mais gosto é a abaixo:

Os números ímpares são os espaços entre os jogadores à direita do Center (o tendo como referência!!!), e os pares os do lado esquerdo.

Repare que o GAP 8 raramente é mencionado, pois o alinhamento normal do Tight End é no lado direito do Center, ficando restrito às situações ocasionais, ou quando a formação inclui 2 TEs.

.

3 x 4 – Safety Blitz

A figura abaixo mostra uma BLITZ a partir da base 3 x 4, que envolverá 2 homens da linha defensiva, 1 dos Linebackers externos, 1 dos Linebackers internos e 1 dos Safeties.

A idéia é ocupar os jogadores da linha ofensiva atacando os GAPs do meio, e deixar o GAP 6 aberto para o Safety.

A cobertura contará com 6 homens em Zona. O Defensive End da esquerda cairá no FLAT, bem como o Linebacker externo da direita.

Os 2 Cornerbacks e o outro Safety assumirão o posicionamento da Cover-3.

Frequentemente vemos esse tipo de BLITZ ser usado pelo Pittsburgh Steelers e Arizona Cardinals.

.

Tampa -2 Blitz

A defesa TAMPA-2 é conservadora em termos de BLITZ, concentrando 7 jogadores na marcação, com a responsabilidade de pressionar o Quarterback adversário quase que inteiramente nos ombros da linha defensiva.

Mas em certos momentos, elas são usadas para surpreender a proteção, como na figura abaixo:

O Linebacker externo do WEAK SIDE (direita da defesa) aproveita uma hipotética dupla marcação ao Defensive Tackle pelo Center junto com o Right Guard, para invadir o GAP 2.

Os Cornerbacks e os Safeties, passam a assumir um posicionamento de Cover-2, ligeiramente diferente do normal do sistema TAMPA-2, quando os Safeties abrem mais para as laterais do campo.

Esse é um tipo de BLITZ usado regularmente pelo Minnesota Vikings e Tampa Bay Buccaneers. Os Buccaneers em específico gostam de envolver o Cornerback Ronde Barber em certas situações.

.

Dime Blitz

Já tínhamos visto um exemplo de BLITZ a partir da formação NICKEL, mas ocasionalmente ela também pode acontecer quando a defesa entra em DIME.

No caso da figura abaixo, o time retirou de campo 1 Linebacker externo e um Defensive End para a entrada de 2 Cornerbacks extras.

Os 2 jogadores da linha defensiva vão procurar GAPs de contenção, ou seja, induzir o Quarterback a se manter no meio do POCKET, onde justamente virá o grosso da pressão.

Pelo GAP 4, um dos Cornerbacks atrairá a atenção do Guard, mas o chumbo grosso acontecerá pelo GAP 2. Por ali, avançarão os 2 Linebackers internos, com o segundo deles alguns instantes depois do primeiro.

Os demais defensores assumirão uma cobertura Cover-3.

Esse é um tipo de BLITZ usado por times como o Baltimore Ravens e New York Jets.

.

All Out Blitz

Esse esquema existe no PLAYBOOK defensivo de todos os times, mas pelo risco envolvido, acaba sendo usado somente em situações emergenciais.

A idéia é ocupar todos os GAPs, colocando os defensores em confronto direto com os jogadores envolvidos na proteção.

O Linebacker externo do STRONG SIDE (esquerda da defesa) deve indicar que virá na BLITZ, prendendo o Tight End no POCKET.

Como nesse exemplo, o ataque estava com uma formação com 3 Wide Receivers, a defesa entrou em NICKEL, e seus 3 Cornerbacks marcaram os WRs individualmente, tendo 1 Safety na sobra (Cover-1).

.

Disguise

Uma das consequências das BLITZES, manter jogadores presos na proteção, ao invés de se tornarem alvos de passe (Tight Ends e/ou Running Backs), pode ser conseguida somente com uma sugestão de BLITZ.

Na figura acima, 2 dos Linebackers se aproximam da linha de Scrimmage antes do SNAP, indicando que pressionariam o Quarterback, mas depois que o lance teve início, eles reassumem suas funções na cobertura.

Constantemente vemos esse tipo de movimentação com os Linebackers do Chicago Bears Brian Urlacher e Lance Briggs.

Esses foram apenas algumas das BLITZES usadas pelos coordenadores defensivos, que a cada ano criam novas maneiras de surpreender os coordenadores ofensivos, e seus esquemas de proteção.

O uso de BLITZ também é efetivo no combate ao jogo de corridas, pois ambos usam o conceito de GAPs, e ao tentar penetrar neles, os defensores estão também fechando os caminhos do Running Back.

.

—– Próximo Post: Boletim NCAA —–
No Comments yet »

Punts – Liga Canadense (CFL)

Posted in Punts by JP
Jun 14 2011
TrackBack Address.

.

Uma variação do futebol americano é o segundo esporte mais popular do Canadá, disputado desde 1958.

O princípio do jogo é o mesmo, mas várias regras distanciam a CFL da NFL, e dificultam a flutuação de jogadores de uma liga para outra.

Apenas 1 jogador faz parte dos HALL OF FAME tanto da CFL como da NFL, Warren Moon (QB). Outros jogadores fizeram uma boa transição como Doug Flutie (QB), Joe Horn (WR), Jeff Garcia (QB), Raghib “Rocket” Ismail (WR) e Cameron Wake (DE) que atualmente brilha no Miami Dolphins.

Mesmo com as diferenças de regra, nas décadas de 50 e 60 as 2 ligas faziam um jogo amistoso por ano, com regras mescladas. Uma única vez um time canadense venceu. Em 1961, o Hamilton Tiger Cats derrotou o Buffalo Bills.

.

Diferença nas Regras

As diferenças começam pelo campo de jogo, maior do que na NFL. Aqui ele tem 110 jardas de cumprimento, 65 jardas de largura, e cada ENDZONE tem 20 jardas, dificultando imensamente o trabalho da defesa.

Outro ponto significativo é a posição do poste em Y, na GOALLINE, ao invés de no fundo da ENDZONE. Isso impacta as estratégias dentro da RED ZONE, fazendo com que os Quarterbacks evitem os passes pelo meio.

As bolas têm basicamente o mesmo tamanho, raramente um Quarterback reclama da diferença.

No SNAP, a defesa precisa ficar a 1 jarda de distância da linha de Scrimmage, novamente atrapalhando a vida da defesa, que enfrenta sempre um POCKET já armado.

Em compensação o ataque tem apenas 3 Downs para avançar as 10 Jardas necessárias, ao invés de 4. Mas vemos muito mais tentativas de última descida faltando apenas 1 jarda, por esta distância da defesa no SNAP.

Por ter 1 Down a menos, o jogo aéreo é mais utilizado do que o de corridas, deixando as ações bem agressivas.

Outro ponto a se destacar é a movimentação antes do SNAP. Enquanto na NFL apenas 1 jogador pode se mover depois que o time ofensivo assume sua formação, na CFL todos os jogadores são permitidos, com exceção do Quarterback e da linha ofensiva.

Mas a principal diferença: cada time entra em campo com 12 jogadores, mudando completamente as alternativas de jogadas e marcação. Mas assim como na NFL, 5 jogadores devem formar a linha ofensiva.

Veja um exemplo de formação:

Na formação mais comum de 12 homens, sai o Tight End tradicional e entram 2 Slot Backs. Já na defesa, os times jogam com 1 Safety apenas e 2 Defensive Backs à sua frente.

Quanto aos times de especialistas, não é permitido o FAIR CATCH nos Punts, que o jogador da NFL pode sinalizar, quando não vê uma boa oportunidade de retorno. Além disso, nos Punts, não é necessário que alguém do time recebendo a bola tenha tocado nela para que seja fumble. A qualquer momento alguém do time chutando pode recuperá-la.

Nos Kickoffs, se a bola sair pelo fundo da ENDZONE ou o retornador não conseguir ultrapassar com ela a linha inical do campo, o time que chutou ganha 1 ponto (ROUGE).

Interessante é a opção de DROP KICK, chute que pode ser tentado pelo time de ataque a qualquer momento, deixando a bola quicar para chutá-la, e que pode ter dois tipos e resultados positivos: 3 pontos quando a bola ultrapassa o poste em Y, ou 1 ponto quando o jogador erra o Y, mas a bola sai pela linha de fundo num ROUGE.

O DROP KICK é permitido na NFL, mas muito raro de ser utilizado, talvez porque ao contrário da CFL, ele só pode ser feito enquanto a bola ainda não tenha ultrapassado a linha de Scrimmage.

Em sua temporada de despedida, jogando pelo New England Patriots, Doug Flutie (QB) recebeu uma homenagem de Bill Belichick (HEAD COACH), na forma de uma permissão para tentar um lance assim. Veja o vídeo:

.

Como um último detalhe, se a bola sai pela linha lateral, a posse fica com quem a tocou por último. Na NFL, tem a posse da bola que por último tinha claramente o controle dela.

.

O Campeonato

A pré-temporada 2011 começa amanhã, dia 15 de Junho, e a temporada regular dia 30 com o confronto entre BC Lions e Montreal Alouettes

Os 8 times são separados em 2 Divisões (Reparem que os 8 QBs projetados como titulares formaram-se nas universidades americanas, jogando na NCAA, e alguns deles têm passagens por times da NFL):

Divisão East

Hamilton Tiger-Cats

Quarterback: Kevin Glenn (Universidade Illinois ST)

Montreal Alouettes

Quarterback: Anthony Calvillo (Universidade Utah ST)

Toronto Argonauts

Quarterback: Cleo Lemon (Arkansas ST) com passagens pelos Ravens, Chargers, Dolphins e Jaguars

Winnipeg Blue Bombers

Quarterback: Buck Pierce (New Mexico ST)

.

Divisão West

British Columbia Lions

Quarterback: Travis Lulay (Universidade Montana ST) com passagem pelos Seahawks

Calgary Stampeders

Quarterback: Henry Burris (Universidade Temple)

Edmonton Eskimos

Quarterback: Ricky Ray (Universidade Sacramento ST) com passagens pelos 49ers e Jets

Saskatchewan Roughriders

Quarterback: Darian Durant (Universidade North Carolina) com passagem pelos Ravens

.

A temporada regular canadense é longa, com 18 jogos. Cada time joga 2 vezes contra os adversários da outra divisão, quatro vezes contra 1 dos rivais da mesma divisão, e outras três vezes contra os dois outros times da divisão (em esquema de rotação).

Os primeiros colocados de cada divisão estão automaticamente classificados pra semifinal, e seus adversários serão o vencedor entre a partida dos segundos contra os terceiros colocados.

A grande final é chamada de GREY CUP, sendo o segundo troféu mais antigo dos esportes norte-americanos. Somente a Stanley Cup, título do campeonato de Hóquei no gelo a precede.

Ela acontece numa das cidades hóspedes da competição, previamente determinada, no fim de Novembro.

O atual campeão é o Montreal Alouettes. Veja os highlights do Grey Cup 2010:

.

Expansão

Durante a década de 90, a CFL tentou se expandir, incluindo 7 times nos EUA nas seguintes cidades: Sacramento (depois mudou-se para San Antonio), Shreveport, Baltimore (que foi campeão de 1995), Memphis, Birmingham e Miami.

A empreitada não funcionou economicamente, e esses times foram extintos.

Depois de tempos difíceis, a liga voutou a se fortalecer, e procura expandir-se novamente. Desta vez o foco é o próprio Canadá.

Em 2013, uma nova equipe já está confirmada para Ottawa, e um décimo time em estudo, com as seguintes possibilidades: Halifax, Moncton, Ontario, Quebec City, Nova Scotia, Windsor, New Brunswick e correndo por fora, Rochester no estado americano de New York.

.

—– Próximo Post: Boletim NCAA —–
5 Comments »

Punts – Rotas de Passe

Posted in Punts by JP
Jun 07 2011
TrackBack Address.

Como os ataques aéreos vencem as coberturas defensivas?

Com rotas corridas pré-programadas, corridas pelos alvos dos passes, que podem ser Wide Receivers, Tight Ends ou Running Backs.

Essas rotas são treinadas exaustivamente, e passadas pelo coordenador ofensivo para o Quarterback por rádio, antes de cada jogada, para que este a retransmita aos recebedores, antes do SNAP.

A combinação das rotas forma uma árvore de possibilidades para cada posição, a chamada PASSING TREE.

Certos times gostam de simplificar, passando apenas 1 rota por jogada para cada recebedor. Outros mais sofisticados, passam 2 opções por SNAP, deixando o atleta decidir qual a melhor para aquele momento, baseado na sua leitura da cobertura defensiva.

Vamos às árvores, com as rotas numeradas. Lembro que cada time pode ajustar a numeração e nomenclatura de acordo com sua preferência, mas a base esquemática não varia muito.

.

Wide Receivers

As rotas para WRs consideram 2 pontos de partida, o Flanco (próximo à lateral do campo) e o Slot (entre a lateral e a linha ofensiva).

Elas podem ser usadas a partir desse 2 pontos, diferenciando apenas os ângulos usados.

Observem também a distância desde a linha de Scrimmage, onde acontecem as “quebras”, ou seja a hora em que há uma mudança de direção na rota.

Algumas delas acontecem logo no início, mas a maioria se dá entre 10 – 12 jardas da linha do SNAP (cada time define essa distância também).

  • Rota 0 – Hitch ou Curl ou Dig - Usada principalmente em passes tipo SCREEN, ou em situações de 3º Down faltando poucas jardas para conseguir novo avanço. O passe pode ser combinado entre 0 – 5 Jardas.
  • Rota 1 - Quick Out - Passe rápido no FLAT, usado para explorar Cornerbacks que aguardam rotas longas, posicionando-se a até 10 jardas da linha de Scrimmage.
  • Rota 2 – Slant - Uma das mais utilizadas, usando rapidamente o espaço pelo meio (intermediário).
  • Rota 3 – Out - O mesmo princípio da Rota 2, correr perpendicularmente, e virar-se em direção à lateral num ângulo de 90º. Nesse caso, a uma distância que explore as costas do marcador do FLAT em cobertura por zona Cover-2.
  • Rota 4 – Hook - Neste caso o WR vai até uma certa distância, e retorna para dentro num ângulo de 45º.
  • Rota 5 - Comeback - Semelhante ao Hook, porém a virada é para fora, tirando a bola do alcance do defensor.
  • Rota 6 - In - Novamente um ângulo de 90º, desta vez para dentro, buscando o espaço entre os Linebackers e os Safeties.
  • Rota 7 – Flag ou Corner - Quebra num ângulo de 45º em progressão, para fora, buscando como referência a quina inferior da ENDZONE.
  • Rota 8 – Post - Quebra num ângulo de 45º em progressão, para dentro, buscando como referência a o poste em Y.
  • Rota 9 – Seam ou Go ou Fly - O objetivo é desafiar a velocidade do defensor, e obter um grande ganho de jardas.

.

Tight Ends

As rotas para Tight End são ajustes das programadas para os Wide Receivers, considerando o local de onde o jogador parte, ao lado da linha ofensiva.

Apesar de movimentações parecidas, muitas vezes os objetivos das rotas são diferentes.

Quando o TE alinha fora de sua posição habitual, como por exemplo um WR no Slot, ele assume a árvore de Wide Receivers.

  • Rota 0 – Hitch ou Curl ou Dig - Usada para pequenos ganhos com alta probabilidade de sucesso. O passe pode ser combinado entre 0 – 5 Jardas.
  • Rota 1 - Quick Out - Passe rápido no FLAT, usado para explorar o espaço deixado pelo Cornerback que marcava o WR em cobertura homem-a-homem.
  • Rota 2 – Across - O TE cruza à frente da linha ofensiva, desafiando o Linebacker a acompanhá-lo.
  • Rota 3 – Out - ângulo de 90º para fora, distanciando do Safety que o aguardava pelo meio.
  • Rota 4 – Hook ou Center - Neste caso o TE vai até uma certa distância, e retorna para dentro num ângulo de 45º. Usado contra defesas NICKLE que tenham substituído o Linebacker central.
  • Rota 5 - Comeback - Usado com os mesmos objetivos da Rota 3.
  • Rota 6 - In - Novamente um ângulo de 90º, desta vez para dentro, funcionando melhor contra a cobertura individual do Linebacker ou do Safety.
  • Rota 7 – Flag ou Corner - Quebra num ângulo de 45º em progressão, para fora, buscando como referência a quina inferior da ENDZONE.
  • Rota 8 – Post - Quebra num ângulo de 45º em progressão, para dentro, buscando como referência a o poste em Y.
  • Rota 9 – Seam ou Go ou Fly - O objetivo é desafiar a velocidade do defensor, e obter um grande ganho de jardas.

.

Running Backs

Quando falamos de Árvore para Running Backs, temos que levar em consideração também os Fullbacks.

Por posicionarem-se atrás da linha de Scrimmage, vários aspectos das rotas são diferentes.

  • Rota 1 - Shoot - Passe rápido no FLAT ou próximo à “trincheira”, com o RB partindo diretamente ao ponto combinado.
  • Rota 2 – Out - Outro passe no FLAT.
  • Rota 3 – Corner - Rota angulada para fora, buscando o espaço cedido pela cobertura zona, entre o marcador do FLAT, e o do fundo do campo. Funciona bem contra o Cover-3.
  • Rota 4 – V ou Cut - Uma corrida em Zig Zag, voltando para o centro do campo.
  • Rota 5 - Hook ou Center - Assim como o Hook dos Tight Ends, serve para vencer coberturas por zona em que o Linebacker central ou está fora de campo, ou se aproximou da linha de Scrimmage.
  • Rota 6 - Across - O mesmo princípio da rota corrida pelos Tight Ends.
  • Rota 7 – Sneak - O RB passa por dentro da linha ofensiva, como se fosse bloquear algum linebacker, mas sua intenção é receber a bola.
  • Rota 8 – Wheel - o RB faz uma volta até próximo a linha lateral do campo, e parte em direção perpendicular. O passe pode ser combinado para qualquer distância, desde um Screen, até a 10 – 15 jardas do ponto inicial.
  • Rota 9 – Seam ou Go ou Fly - O objetivo é desafiar a velocidade do defensor, e obter um grande ganho de jardas. Raramente usada para RBs. 

Uma das funções do Running Back no jogo aéreo é ajudar na proteção ao Quarterback, e em certas ocasiões suas rotas vão levar isso em consideração.

No caso abaixo, primeiro ele checa se algum defensor virá numa BLITZ por seu lado. Não vindo ninguém, ele segue numa rota Wheel.

Double Moves

Uma forma de confundir os marcadores é o uso dos chamados DOUBLE MOVES, quando o WR simula o uso de uma determinada rota, “quebrando” no ponto certo, mas depois usa uma nova “quebra”, e parte para a rota real combinada.

A figura ao lado mostra um desses DOUBLE MOVES, conhecido como STOP’N'GO.

O alvo do passe começa por uma rota IN, dá uma paradinha como se fosse receber a bola naquele ponto, e segue em direção ao fundo do campo.

Na nossa série PLAYBOOK 2010, vimos um exemplo dessa movimentação num TD conseguido por Antonio Gates (TE – Chargers), contra o Arizona Cardinals.

Essa outra figura traz um exemplo diferente. O WR “quebra” para dentro indicando uma rota POST, e em certo momento abandona a rota num ângulo quase que de 90°, e parte para o lado contrário (FLAG).

Alguns coordenadores ofensivos aplicam mais os DOUBLE MOVES do que outros, porque eles são mais complexos, e proporcionam um certo risco.

Por envolver uma maior movimentação, as rotas demoram mais para se desenvolverem, exigindo que o POCKET para a proteção ao Quarterback seja sólido, ou que o QB se movimente como por exemplo num BOOTLEG.

Mike Martz, coordenador ofensivo dos Bears, gosta de aplicar essas rotas em seu PLAYBOOK, tendo muito sucesso, como em sua época à frente do ST Louis Rams, quando tinha Kurt Warner (QB) em campo, ou questionavelmente, como no começo do ano passado, quando quase matou Jay Cutler (QB – Bears) com tantos sacks sofridos. 

.

—– Próximo Post: Boletim NCAA —–
3 Comments »

Defesas Top da Era Moderna

Posted in Punts by JP
May 31 2011
TrackBack Address.

O que mais diferencia a NFL de todas as outras formas do Futebol Americano é a qualidade das unidades de Defesa.

Atletas super treinados e esquemas complexos de marcação e pressão ao adversário, ditam o padrão de qualidade e competitividade do esporte.

Ao longo dos anos, o mantra da NFL sempre foi:

“O ataque dá o Show, mas é a defesa que ganha o campeonato”.

Inúmeras dessas unidades defensivas marcaram suas passagens pela liga, com títulos, esquemas inovadores e muitos craques.

Vamos a algumas delas da era moderna:

.

Chicago Bears – 1985

O tempo passou mas a performance dessa defesa nunca foi esquecida.

Buddy Ryan era o coordenador defensivo do time, com plena autonomia, dada pelo HEAD COACH Mike Ditka, para inovar no estilo de jogo.

Foi criado então o esquema chamado 46, em referência ao então Free Safety do time Doug Plank, que usava esse número na camisa.

Os 2 Cornerbacks marcavam sempre Homem a Homem, com o Free Safety na cobertura (Cover 0).

O outro Safety juntava-se aos Linebackers e à linha defensiva sendo o oitavo jogador no BOX (área em que acontece o SNAP).

Com isso o jogo de corridas dos adversários perdia a eficiência, pois os Bears conseguiam ocupar todos os GAPs de passagem do Running Back.

Porém o maior objetivo era combater o jogo aéreo, que no início da década de 80 começava a ganhar mais relevância. Como? Usando as raras para a época, BLITZES.

O ataque nunca sabia quantos jogadores viriam ao encalço do seu Quarterback, e Ryan não tinha medo de “soltar” até os 8 jogadores nessa missão.

Uma curiosidade no alinhamento era o uso dos 2 linebackers externos, lado a lado, no STRONG SIDE (esquerda da defesa), enquanto o Safety posicionava-se no WEAK SIDE (direita da defesa).

O líder do time era Mike Singletary (ILB) considerado um dos melhores Linebackers de todos os tempos. Junto a ele brilharam os atletas também do HALL OF FAME, Richard Dent (DE) e Dan Hampton (DE).

Dave Duerson, falecido recentemente, era o Safety que se aproximava da linha de Scrimmage, e William “Refrigerator” Perry (DT) era o monstro dentro da linha defensiva.

O esquema foi temido por alguns anos, até encontrar um adversário tão inovador quanto, o ataque WEST COAST OFFENSE, que com sua ênfase nos passes curtos, o fez perder a eficiência.

Os 2 filhos de Ryan continuam seu legado na NFL, Rex como HEAD COACH do New York Jets, e Rob como coordenador defensivo, agora no Dallas Cowboys.

4 jogadores defensivos deste time se tornaram HEAD COACHES: Mike Singletary (ex San Francisco 49ers), Jeff Fischer (ex Tennessee Titans), Leslie Frazier (Minnesota Vikings) e Ron Rivera (Carolina Panthers).

Veja um vídeo dessa defesa imponente:

.

Pittsburgh Steelers – Início da Década de 90

Pittsburgh foi o maior vencedor da década de 70, com uma defesa temível, usando o esquema 4 x 3, onde o forte era a linha defensiva apelidada “Cortina de Ferro“, que começava pelo craque “Mean” Joe Greene (DE).

Essa linha defensiva conseguia pressionar o Quarterback adversário sozinha, e ser também uma força contra o jogo de corridas.

A década de 80 marcou a chegada de uma nova safra de Quarterbacks, que mudaria o estilo ofensivo dos times. Possuindo no time QBs como Joe Montana (49ers), Dan Marino (Dolphins), John Elway (Broncos) e Jim Kelly (Bills), entre outros, o jogo aéreo ganhou espaço.

Para retomar o caminho do sucesso, o novo HEAD COACH dos Steelers, Bill Cowher precisava modernizar a defesa.

Ele começou alterando o esquema para o 3 x 4, e procurando jogadores super atléticos para jogarem como Linebackers externos.

Para essa função achou os craques Kevin Greene e Greg LLoyd, que na temporada de 1994 por exemplo, conseguiram respectivamente 14 e 10 sacks.

O terror às linhas ofensivas adversárias não viria somente pelas suas extremidades. Numa evolução do uso das BLITZES que fizeram o sucesso dos Bears de 1985, o treinador da linha secundária Dick LeBeau (ainda hoje nos Steelers como coordenador defensivo), convenceu o então coordenador Don Capers a testar uma nova estratégia apelidada de ZONE BLITZ.

Inspirada em algumas jogadas usadas pelo Miami Dolphins no início da década de 70, onde 1 dos Defensive Ends assumia um posicionamento na cobertura (DROP), para que algum Linebacker surpreendesse na pressão ao QB, a idéia ganhou novo fôlego em Pittsburgh, e qualquer combinação de BLITZ e DROP podia acontecer a cada jogada.

Estava criada a defesa apelidada de BLITZBURGH, e usando como exemplo ainda o ano de 1994, vários jogadores contribuíram para que o time alcançasse o incrível número de 55 sacks na temporada.

Além de Greene e Lloyd, tivemos Chad Brown (ILB - 8.5 sacks), Ray Seals (DE - 7 sacks), Rod Woodson (CB - 3 sacks), Levon Kirkland (ILB - 3 sacks) e outros 6 jogadores com 1 ou 2 sacks.

Desde então esse é o esquema usado pelos Steelers, em que passaram dezenas de craques, e 2 novos títulos foram conquistados.

Uma constante é a sempre excelente dupla de Safeties, desde Carnell Lake e Dean Perry, até a atual formada por Troy Polamalu e Ryan Clark.

Curiosamente, LeBeau e Capers (agora coordenador defensivo dos Packers) se enfrentaram no último SUPER BOWL.

Veja um passeio pela história da defesa de Pittsburgh:

.

Baltimore Ravens – 2000/01

O time de Baltimore na temporada 2000-2001 tinha no ataque apenas Quarterback limitado (Trent Dilfer), um Tight End craque (Shannon Sharpe) e um bom Running Back (Jamal Lewis).

Como conseguiram o título? Com uma defesa intransponível!

Sob o comando do coordenador defensivo Marvin Lewis (hoje HEAD COACH do Bengals), os Ravens permitiram uma média de apenas 10.3 pontos por partida (somente 16 TDs sofridos).

Como comparação, a melhor defesa de 2010 no quesito pontos sofridos, o Pittsburgh Steelers, permitiu 14.5 pontos por partida.

No caminho até o SUPER BOWL, essa unidade incrível venceu 4 jogos sem deixar o adversário marcar um único pontinho (SHUT OUT).

Quer outro número quase inacreditável? A média de jardas permitidas por cada tentativa de corrida = 2.7

Para alcançar essa façanha, Baltimore usava o esquema 4 x 3 compacto, com 2 gigantes na linha defensiva (Sam Adams e Tony Siragusa), e um monstro como linebacker central (Ray Lewis).

Os Ravens renovaram com o uso de BLITZES sob a base do 4 x3, relembrando o espírito dos Bears de 1985.

Dos 35 Sacks no campeonato, quase a metade foram obtidos por jogadores que não atuavam na linha defensiva. Michael Boulware (OLB - 7 sacks), Ray Lewis (ILB - 3 sacks), Cornell Brown (CB - 3 sacks), James Trapp (CB - 3 sacks) e Kim Herring (S – 1 sack).

A linha secundária era comandada pelo craque do HALL OF FAME Rod Woodson (CB/S), e conquistou 23 interceptações na temporada regular.

Além de Marvin Lewis, a comissão técnica defensiva contava com outros 3 treinadores que hoje são HEAD COACHES na NFL: Rex Ryan (Jets – filho de Buddy Ryan), Jack Del Rio (Jaguars) e Mike Smith (Falcons).

Esse esquema de pressão por BLITZES dentro do 4 x 3 é usado pelo Philadelphia Eagles, New York Giants e New Orleans Saints com muita eficiência.

Veja um vídeo desta dominante defesa:

.

Tampa Bay Buccaneers – 2002/03

4 cabeças defensivas são responsáveis pela criação do sistema TAMPA-2, baseado na cobertura por zona chamada Cover-2, mas com algumas variantes.

No primeiro ano comandando os Buccaneers, Tony Dungy (ex HEAD COACH), Monte Kiffin (ex coordenador defensivo), Lovie Smith (ex treinador dos linebackers e atual HEAD COACH dos Bears) e Rod Marinelli (ex treinador da linha defensiva e ex HEAD COACH dos Lions), optaram por um sistema defensivo cauteloso, que visiva limitar os passes longos dos adversários.

O motivo disso: na mesma divisão que o Tampa jogava Brett Favre (QB – então nos Packers), e ele era mortal nos passes longos.

O Draft foi o caminho para encontrar os nomes certos que pudessem executar o sistema. Dessa forma chegaram craques como Derrick Brooks (OLB), Warren Sapp (DT), Ronde Barber (CB) e John Lynch (S).

Para complementar a linha defensiva, que precisava ser capaz de pressionar o Quarterback adversário, com pouca ajuda de BLITZES, os Buccaneers trouxeram do Arizona Cardinals, Simeon Rice (DE), um fenômeno físico.

Juntos, Rice, Sapp, Booger McFarland (DT) e Greg Spires (DE) formaram uma linha defensiva invejável.

Essa defesa levou o Tampa Bay Buccaneers ao único título de sua história, já com Jon Gruden como HEAD COACH no lugar de Dungy, mas mantendo o venerável Monte Kiffin com plena autoridade sob a unidade defensiva.

Em 2010, Tampa Bay Buccaneers, Chicago Bears, Indianapolis Colts e Minnesota Vikings aturam com esquemas baseados no TAMPA-2.

Veja um tributo ao time campeão do SUPER BOWL XXXVII:

.

—– Próximo Post: Boletim NCAA —–
12 Comments »

Punts – Defesa Nickel

Posted in Punts by JP
May 24 2011
TrackBack Address.

As estratégias ofensivas no Futebol Americano procuram explorar Matchups desiguais, ou seja colocar seus jogadores em certas situações, na qual seriam marcados por adversários com características físicas incompatíveis.

Como se no basquete em determinado momento o pivô do time A estivesse isolado contra o armador do time B, próximo à cesta, proporcionando pontos fáceis pela desigualdade de altura.

Para tentar impedir esse tipo de situação, como por exemplo o ataque entra com 3 ou mais Wide Receivers, os coordenadores defensivos saem de suas defesas base, colocando jogadores extra na linha secundária.

Em certos times entra um terceiro Cornerback, outros preferem um terceiro Safety, caracterizando a defesa NICKEL. Quando entram 2 jogadores extras, seria chamado defesa DIME.

Com o aumento da proporção de jogadas aéreas sobre as de corrida, e a diversificação de formações ofensivas utilizadas, as defesas passaram a atuar em NICKEL ou DIME em aproximadamente 50% dos SNAPs.

Nessas situações, os esquemas 4 x 3 e 3 x 4 tornam-se similares no posicionamento dos demais jogadores (linha defensiva e Linebackers), podendo variar apenas em qual defensor foi substituído.

Veremos abaixo como as defesas se comportam em NICKEL, sob cobertura Homem a Homem ou por Zona.

.

Marcação Homem a Homem

Marcação individual (ou Homem a Homem) significa o confronto direto entre Cornerbacks e Wide Receivers, cada CB designado para um alvo de passe específico.

O Tight End pode ser responsabilidade do Safety ou do Linebacker Externo, dependendo do momento ou do talento disponível no time, nem todo Linebacker tem a velocidade para executar essa marcação.

No caso abaixo, o um dos Safeties ficará com o TE, enquanto o Linebacker externo se juntará à linha defensiva na pressão ao Quarterback. 

O Linebacker Central e o outro Safety terão funções diferentes. Esse último terá que identificar a jogada e ajudar o marcador do alvo do passe.

Já o ILB fica responsável pela área central logo atrás da linha de Scrimmage, para tentar conter as rotas SLANT ou ACROSS.

Note que coloquei o terceiro Cornerback, também chamado de NICKEL CORNER, mais afastado da linha de Scrimmage com 2 objetivos: tentar confundir o ataque, exibindo um posicionamento que indicasse marcação por Zona, e dar tempo dele antecipar alguma rota pelo meio.

A marcação homem a homem também recebe o nome de Cover-1.

.

Marcação por Zona

Na marcação por Zona os atletas têm áreas específicas sob sua responsabilidade, e devem marcar o adversário que utilizar rotas nessas áreas.

As duas coberturas por zona mais utilizadas são o Cover-2 (base da defesa Tampa-2, apresentada no Post: Coberturas defensivas), e a Cover-3.

O esquema abaixo mostra uma variação do Cover-3, onde 2 Cornerbacks e 1 Safety são responsáveis pelos setores mais afastados da linha de Scrimmage, enquanto os 2 Linebackers em campo, o outro Safety e o terceiro Cornerback defendem os FLATS e a área central.

Essa cobertura também pode ser usada com a formação base, na qual o Linebacker externo cobre o setor aqui ocupado pelo NICKEL Corner.

Esse modelo visa limitar as opções de passe dos Quarterbacks, colocando 7 jogadores na cobertura, e apenas os 4 da linha defensiva tentam furar o POCKET.

.

3 Safeties

Alguns times preferem entrar com um terceiro Safety ao invés do NICKEL Corner.

Em termos de esquema nada muda com isso, todos os tipos e cobertura podem ser aplicados.

Na figura abaixo, a defesa assume a cobertura Cover-4, com os 2 Cornerbacks e 2 dos Safeties tentando evitar os passes longos, e apenas o Linebacker Central no setor intermediário.

Essa marcação é mais usada em situações de 3º Down, quando o adversário precisa avançar 10 ou mais jardas para continuar seu Drive.

A Cover-4 tem algumas similaridades com a Cover-2, mas diminui a área total de responsabilidade dos Safeties, que na Cover-2 é mais ampla. 

.

Corner Blitz

A formação NICKEL também permite o uso de criatividade nas BLITZES.

No esquema abaixo, o NICKEL Corner vai surpreender e participar da pressão ao Quarterback. A idéia é aproveitar sua velocidade para levar vantagem em relação ao Left Offensive Tackle, e quebrar a proteção.

A cobertura vai ser feita por 6 jogadores em Cover-3. Note que a única diferença em relação ao modelo anterior desta marcação é a presença de apenas 1 jogador pelo meio, o Linebacker Central.

Vários times gostam de usar BLITZ a partir desta formação, que também pode ser feita com um Safety ao invés do Cornerback, como gostam de fazer por exemplo o Pittsburgh Steelers com Troy Polamalu ou o Arizona Cardinals com Adrian Wilson.

Já times como o Tampa Bay Buccaneers e o Green Bay Packers preferem usar o Cornerback, aproveitando a experiência de Ronde Barber e Charles Woodson respectivamente.

Veja um video de Corner Blitz com Woodson:

.

Todos os tipos de cobertura são eficientes desde que os jogadores envolvidos sejam competentes, usadas nos momentos certos, e disfarçadas para confundir os ataques adversários.

.

—– Próximo Post: Boletim NCAA —–
4 Comments »
« Previous page
Next page »

Procure no site

Categorias

  • 10 Jardas no Ar  (7)
  • AFC EAST  (13)
  • AFC NORTH  (14)
  • AFC SOUTH  (15)
  • AFC WEST  (12)
  • Arena Football  (24)
  • As Defesas  (18)
  • Básico  (3)
  • Boletim NCAA  (42)
  • Draft 2010  (22)
  • Draft 2011  (32)
  • Draft 2012  (42)
  • Fantasy Football  (45)
  • Fantasy Football 2011  (36)
  • Linhas Ofensivas  (2)
  • NCAA Temporada 2010  (21)
  • NCAA Temporada 2011  (21)
  • NFC EAST  (15)
  • NFC NORTH  (17)
  • NFC SOUTH  (12)
  • NFC WEST  (13)
  • NFL Temporada 2010  (76)
  • NFL Temporada 2011  (79)
  • NFL Temporada 2012  (1)
  • Os Craques  (35)
  • Perfil HC  (13)
  • Playbook  (17)
  • Playbook – 2010  (21)
  • Playbook – 2011  (21)
  • Preview 2010  (5)
  • Preview 2011  (4)
  • Punts  (37)
  • Review 2009  (2)
  • Sobre o Blog  (14)
  • Times Brasileiros  (16)

Sites de Futebol Americano

  • Arizona Cardinals
  • Great Blue North Draft Report
  • NFL
  • Pro Football Weekly
  • Red Zone

Últimos Comentários

  • Rafael A. Rodrigues. BH on Punts – Explorando a Tampa-2
  • Rafael A. Rodrigues. BH on As Defesas 2012 – Jets / Bills
  • Akiles Cruz on As Defesas 2012 – Jets / Bills
  • Amir on Os Craques – Matthew Stafford
  • Cassio Cardoso on Boltetim NCAA – Texas
  • Faria on As Defesas 2012 – Jets / Bills
  • Hugo on Os Craques – Matthew Stafford
  • Vinicius Barreto on Os Craques – Matthew Stafford

Meta

  • Log in
  • Entries RSS
  • Comments RSS
  • WordPress.org

Arquivo

Assine nosso Feed RSS

Assine o RSS

Powered by WordPress | “Blend” from Spectacu.la WP Themes Club