SUPER BOWL 50 - Estatísticas pt.1

  Assim como nos anos anteriores, busquei alguns dados estatísticos ofensivos do SUPER BOWL. Estatísticas não contam 100% da história do jogo, mas elas ajudam a ilustrar estratégias e tendências de cada time.  

Aproveitamento nos Passes

Uma comparação entre a performance de Peyton Manning (QB – Broncos) e Cam Newton (QB – Panthers). Foco na precisão dos passes sob pressão, em longas distâncias (20 jardas ou mais) e por direção do passe, exemplos: intermediária direita (entre 10 – 19 jardas da linha de Scrimmage), Screens pela esquerda (atrás da linha de Scrimmage), etc. Peyton Manning (Broncos)

  • Passes Totais: 13/23 tentados – 6.1 Jardas / tentativa – QB Rat=56.6
  • Sem pressão: 12/19 tentados – 6.5 Jardas / tentativa – QB Rat=59.8
  • Sob pressão: 1/4 tentados –  4.5 Jardas / tentativa – QB Rat=45.8
  • Contra Blitz: 3/4 tentados – 11.5 Jardas / tentativa – QB Rat=112.5
  • Passes Longos: 1/3 tentados – 0 Drops / 0 TDs e 0 Interceptions – 22 Jardas

 

 

  Cam Newton (Panthers)

  • Passes Totais: 18/37 tentados – 6.6 Jardas / tentativa – QB Rat=54.6
  • Sem pressão: 13/27 tentados – 7.3 Jardas / tentativa – QB Rat=57.3
  • Sob pressão: 5/16 tentados – 5.3 Jardas / tentativa – QB Rat=50.0
  • Contra Blitz: 12/23 tentados – 8.2 Jardas / tentativa – QB Rat=61.7
  • Passes Longos: 3/5 tentados – 0 Drops / 0 TDs e 0 Interceptions – 86 jardas

 

    Acreditava que Peyton Manning (Broncos) teria algum sucesso contra a cobertura defensiva dos Panthers, baseada em zonas de cobertura tipo COVER-2 (e COVER-4 situacionalmente), similares a que o Indianapolis Colts usavam enquanto por lá atuava. Não aconteceu. Manning esteve limitado a poucos lances intermediários. Sem boa proteção, preferiu também entregar a bola para o jogo de corridas do que arriscar muitos TURNOVERs.

Por sua vez, os Panthers chamaram mais jogadas aéreas do que imaginei, mesmo sob a enorme pressão colocada pelos PASS RUSHERs e BLITZEs dos Broncos. O MVP do campeonato Cam Newton (Panthers) não estava num dia feliz, errático nos passes.  

Proteção ao Passe

De qual direção a pressão exercida em cima dos Quarterbacks foi mais intensa? O índice PBE (Pass Block Efficiency) mostra quais jogadores da linha ofensiva segurou melhor seus adversários.

Seattle Seahawks

  • Ryan Harris (LT) – 28 Snaps / 1 sack / 1 hit / 0 pressures / PBE=93.8
  • Evan Mathis (LG) – 26 Snaps / 0 sacks / 0 hits / 0 pressures / PBE=100.0
  • Matt Paradis (C) – 26 Snaps / 0 sacks / 0 hits / 0 pressures / PBE=100.0
  • Louis Vasquez (RG) – 26 Snaps / 0 sacks / 0 hits / 1 pressure / PBE=97.3
  • Michael Schofield (RT) – 28 Snaps / 3 sacks / 0 hits / 1 pressure / PBE=86.6

Carolina Panthers

  • Michael Oher (LT) – 49 Snaps / 1 sack / 0 hits / 2 pressures / PBE=94.9
  • Andrew Norwell (LG) – 33 Snaps / 0 sacks / 2 hits / 5 pressures / PBE=84.1
  • Ryan Kalil (C) – 49 Snaps / 0 sacks / 0 hits / 2 pressures / PBE=96.9
  • Trai Turner (RG) – 49 Snaps / 0 sacks / 0 hits / 2 pressures / PBE=96.9
  • Mike Remmers (RT) – 49 Snaps / 3 sacks / 0 hits / 7 pressures / PBE=83.2

  Dia difícil para as 2 linhas ofensivas darem tempo aos seus Quarterbacks operarem no POCKET. O PASS RUSH de ambas as defesas levaram funcionou relativamente. Méritos para o interior da linha dos Broncos, que conseguiu anular a pressão interna de Kawann Short (DT - Panthers), destaque em todo o campeonato. Como Denver arriscou bem menos passes que os Panthers, seus números de proteção ficaram menos comprometidos. Von Miller (OLB - Broncos) ganhou o prêmio de MVP da partida em boa parte pelo passeio que deu no Right Tackle Mike Remmers, que precisava de mais ajuda tática para conter o craque. BLITZES foram outro problema para os Panthers, que não tinham bloqueadores suficientes para contê-las. Andrew Norwell (LG) se contundiu durante o jogo. Seus SNAPs ausentes foram distribuídos entre Chris Scott (1 sack) e o calouro Daryl Williams (1 pressure).

 

Jogo de Corridas

Por qual direção os Running Backs foram mais eficientes correndo com a bola? Os gráficos abaixo mostram as tentativas de cada um deles, apontando o total de jardas avançados e a média por tentativa em cada GAP. A 1ª coluna apresenta as corridas por fora do Tight End, quando ele se posiciona do lado esquerdo da linha ofensiva, e a última coluna, a mesma situação só que pelo lado direito. As corridas por fora dos Offensive Tackles podem ter ou não a presença do Tight End ao seu lado. Essas médias refletem tanto uma tendência do próprio Running Back, que pode ter mais facilidade de se mover cortando de um lado do que do outro, bem como a capacidade de bloqueio dos jogadores à sua frente, e também a competência dos defensores que eles enfrentam em cada setor. Não dá para se chegar a nenhuma conclusão desse tipo analisando-se um jogo apenas, mas serve como curiosidade.  

    Independente do grau de sucesso, os Broncos entraram em campo dispostos a correr o maior número possível de vezes com a bola. Significava limitar as oportunidades de TURNOVERs criados pela defesa dos Panthers (1ª da liga no quesito) e dar tempo para a defesa recuperar o fôlego entre cada DRIVE. Melhor que CJ Anderson (RB) tenha conseguido boas corridas esporádicas, ajudando a manter os DRIVES ofensivos vivos, mesmo sem o ideal bloqueio por parte da linha ofensiva. Ainda anotou o único TD do ataque dos Broncos na partida. Ronnie Hillman (RB), que durante todo o campeonato dividiu os SNAPs com Anderson, pouco foi utilizado, e talvez sentindo algum problema físico, não conseguiu colaborar à altura.

 

  Para vencer o título, Carolina precisava de uma contribuição muito maior do seu jogo de corridas. As jogadas tipo OPTION que causaram problemas para quase todos os adversários em 2015, pouco funcionaram. Parte por mérito da defesa de Denver, parte por leituras questionáveis de Cam Newton (QB), que titubeou em ficar com a bola para ele mesmo correr. Jonathan Stewart (RB) sentiu contusão logo no 1º quarto. Permaneceu em campo, mas teve o desempenho afetado. Mike Tolbert (FB) teve algumas oportunidades, mas sofreu um fumble crítico.    

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