Avaliação da Temporada 2015

  Abordaremos o assunto no póximo episódio do PODCAST 10 Jardas no Ar , mas acho válido aprofundar o tema. Acho que tivemos um campeonato de razoável nível técnico, mas bastante movimentado. Talvez o alto número de contusões tenha influenciado na performance em campo. Vi algumas defesas evoluírem, o que é bom para o esporte, culminando no SUPER BOWL de cunho defensivo entre Broncos e Panthers. Claro que os Quarterbacks também marcaram presença com números fantásticos. Mas isso era esperado. Vamos então a alguns aspectos da temporada 2015 que chamaram-me a atenção.  

Elogios

1) Quarterbacks – Mais uma vez recordes foram quebrados a torto e a direita. Maior nr. de TDs lançados (842); melhor % de passes completos (63.0%); melhor QB rating médio (90.2); menor ratio de interceptações (2.38%). 2) Defesas – Algumas unidades de muito destaque, seja baseada no Homem-a-Homem (ex: Broncos) ou em zonas de cobertura (ex: Panthers). 3) Carolina Panthers – Sem deixar distrações ou contusões afetarem o rendimento, contrariaram as previsões pessimistas e terminaram o ano com somente 1 derrota na temporada regular.

4) Recebedores Fantásticos – inúmeros destaques nestas posições como Antonio Brown (Steelers), Julio Jones (Falcons), DeAndre Hopkins (Texans) e tantos outros. 3 entraram para o seleto grupo das 1000 recepções: Jason Witten (Cowboys), Larry Fitzgerald (Cardinals) e Anquan Boldin (49ers). 5) Washington Redskins – Conseguiram colocar de lado o fantasma Robert Griffin III (QB) e surpreendentemente vencer sua divisão. 6) Treinadores experientes – Salva de palmas para tantos dos treinadores de maior idade que se mantém na ponta do business, como Bill Belichick (Patriots), Pete Carroll (Seahawks), Bruce Arians (Cardinals), Andy Reid (Chiefs) e outros. 7) Ressurgimento – Alguns times há muito alijados das conversas sobre PLAYOFFs deram sólido passo à frente: Jets, Raiders e Jaguars por exemplo.  

Decepções

1) NFC EAST – Quem imaginava um ano tão ruim do trio Cowboys, Eagles e Giants? 2) Contusões em Quarterbacks – Inúmeros titulares perderam boa parte do campeonato por causa de contusões. Andrew Luck (Colts), Tony Romo (Cowboys), Ben Roethlisberger (Steelers), Joe Flacco (Ravens) e o próprio Peyton Manning (Broncos). A contisão na mão de Andy Dalton pode ter custado aos Bengals a ida ao SUPER BOWL. 3) Indianapolis Colts – Por falar em time jogando abaixo da expectativa, algum mais expressivo que o Colts, favorito de tanta gente para vencer o SUPER BOWL? Mesmo antes da contusão de Luck. 4) O que é passe completo? – Pareceu que toda rodada pelo menos 1 polêmica envolvendo se o passe foi completado ou não dominava as transmissões das partidas.

5) Contratações improdutivas – Não quero dizer que Ndamukong Suh (DT) jogou mal, porém os Dolphins esperavam que ele os colocasse em outro patamar competitivo. Mal mesmo foi DeMarco Murray (RB), que nunca se encontrou no esquema ofensivo dos Eagles e acabou na linha de frente para a demissão de Chip Kelly (HC). 6) Desnivelamento – Dos 32 times da liga, apenas 13 tiveram record de vitórias positivo. O nivelamento em 2015 foi por baixo. Dessa forma, como se pensar em ampliar os PLAYOFFs para 14 equipes? 7) Abandono de Lar – A conversa sobre qual ou quais times se mudariam para Los Angeles depois do campeonato mexeu com o ambiente dos Rams, Chargers e Raiders. Para a torcida de St Louis, NFL agora só pela televisão. Para os moradores de San Diego e Oakland, o drama continuará em 2016.  

Playoffs

Tivemos uma menor rotatividade de times classificados aos PLAYOFFs. 2 em cada conferência. Apenas na rodada inicial os visitantes baterem os mandantes. Depois os donos das casas fizeram valer a vantagem, e vimos os times nr.1 de ambas as conferências chegarem ao SUPER BOWL. Um fator em comum aos times que avançaram nos PLAYOFFs: Qualidade dos Quarterbacks. A final da AFC foi marcada pelo provável último encontro entre Peyton Manning (Broncos) e Tom Brady (Patriots). Partida equilibrada, diferente da NFC, onde os Panthers atropelaram os Cardinals. Contra a tendência atual da NFL, a grande final foi um embate entre 2 grandes defesas de estilos distintos. Vitória do time mais experiente.  

Tendências

Percebi um aumento significativo no uso de passes curtos como forma de eliminar o PASS RUSH adversário. Mais uma vez nos lembrando que a liga é "copiadora". Esta foi a fórmula de sucesso dos Patriots campeão da temporada passada. Tinha a curiosidade de checar se o jogo de corridas a partir do SPREAD teria sucesso em 2015. Estatisticamente é difícil de fazer esta avaliação. Como referência busquei os 10 Running backs com maior nr. de jardas no campeonato. Destes, 5 coincidem com os fullbacks que mais estavam em campo. Fazendo a mesma comparação com 2014, o número era 3. O que isto quer dizer? Muito pouco, mas teoricamente não houve este avanço. As muitas contusões nos Quarterbacks e baixo destaque de Running backs são indicadores de queda de desempenho nas linhas ofensivas. Com a diminuição de treinamentos desde 2011, e cada vez maior disparidade entre táticas usadas na NFL em relação ao campeonato universtário, será difícil reverter esta tendência. Na defesa, o movimento defensivo privilegiando a cobertura Homem-a-Homem é visível. 4 dos 5 times melhor ranqueados em coberturas defensivas usam sua base assim, ao invés de zonas.  

O que esperar em 2016

Provavelmente a grande questão da OFFSEASON estre todos os times será como alavancar o PASS RUSH. Mais do que nunca, o entendimento das regras de segurança devem ser embutidos na cabeça dos jogadores, que se protejam melhor e causem menos faltas de tackles ilegais. Desenvolvimento dos Quarterbacks seguirá como foco primário, exemplificado até pelas contratações dos novos HEAD COACHES. Torço muito para jovens Quarterbacks como Teddy Bridgewater (Vikings), Blake Bortles (Jaguars), Derek Carr (Raiders), Jameis Winston (Buccaneers) e Marcus Mariota (Titans) transformem-se na nova geração de craques da liga.

 

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